sábado, 10 de novembro de 2018

Este blog...
Este antro, já foi um local que me prendia horas a construir o que nunca foi mas que ambicionava ser.
Foi criado numa altura difícil para mim. Lí algures, nos poucos livros a que tinha acesso na altura, que as melhores obras de arte, independentemente quais sejam, são escritas em momentos de tristeza, nostalgia, ou melancolia.
Passado muito tempo, fui deixando de parte. Outros interesses se levantaram, deixei talvez de ser criativo e passei a ser mais racional.
Escrevi passado 1 anos um post, que meia dúzia de pessoas viram.
Passaram depois 3 anos e escrevi sobre a 1º Guerra Mundial, o momento fez-me recordar o meu bisavô que nunca conheci mas que combateu em França.
Passado algum tempo, encontro-me numa fase menos boa. E que tal dar uma vista de olhos no Blog?
Bons tempos, esboço um sorriso tímido.

Assumo que alguns textos foram mesmo escrito com o coração.
Esta fase do ano do Inverno, era por normal, a que eu mais gostava. Lembro-me que durante a minha infância e juventude, no trabalho arduo do campo, a noite chegava mais cedo por volta das 17h estávamos em casa á volta da fogueira. E saber que de Verão a essa hora ainda estávamos a trabalhar no calor escaldante de Trás os Montes. Adorava o Inverno.
Ainda gosto, á uma atmosfera no ar, que me deixa desligado do ser.
Mas que raio estou a escrever, a tentar encontrar palavras profundas? quando nem forças tenho para escavar.?

Estou mais que morto por dentro. Sem eu querer e sem esperar a vida caiu-me com todo o seu peso em cima. Tudo me doí, até a alma. Pesadelos abraçam-me durante estas noites frias, tento asfixia los com a almofada, nada resulta.
O tempo? Esse demora a vir, quando vêm já é de manhã.
Penso nos que já partiram! vidas mais difícil que esta, e nunca se queixaram. Talvez seja eu, fraco. Acho que sim. Toda a vida acreditar que batia de peito com a vida e a destroçava num sopro, afinal não, é ela que me destroça quando os dias são frios e escuros.

Pensa em tudo que já passaste. Lembra-te quem és! De onde vens! Tu és mais forte, diz uma voz dentro de mim, muito ao fundo, mal a consigo ouvir. Morro todos os dias, afogando-me em lágrimas que teimam em não sair.
Que vida a minha! Que será? Nunca quis mal a ninguém, se o fiz foi sem querer. Dobram-se os pregos que me prendem á razão. Seu impostor!! grita a escuridão
Já vezes sem conta tive esta sensação, mas nunca com esta idade, já perto dos 30. Recordo com saudade o meu baloiço na cerejeira do meu pai, aos fins de tarde de verão a comer um bocado de pão caseiro com manteiga. Que bom era ser criança, era feliz e nem sabia.
Só me preocupava com as bofetadas da professora Helena. Rezava todas as minhas oraçoes, e nem assim ela faltou um único dia.

Hoje, já homem, os problemas pesam cada vez mais, rangem as dobradiças da alma, gozam-me os corvos que passam em bando, enquanto olho para o infinito céu e fecho os olhos. Que Deus, me ajude, nesta hora! Perdoa-me meu divino senhor, só me lembro de ti, nos momentos de aflição.
Cai um relampago bem longe no horizonte, o caminho faz-se dificil, cada vez mais.
Só espero que um dia venha silenciar as vozes dos não crentes em mim. Depois da tempestade, irei cantar triunfante mais alto que um trovão no meu cavalo branco igual ao de Napoleão.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

100 anos da Batalha de La Lys

Muitos dos homens que tiveram a infelicidade de embarcar nesta guerra, não conheciam outra máquina, se não, a sua charrua, com que lavravam a terra. 
Foi uma guerra caracterizada pela banalidade do horror, um verdadeiro inferno. Todos os relatos que se vêm ou ouviram, dizem isso mesmo. As condições de vida nas trincheiras eram degradantes, com agua a dar pelos joelhos, ratos, doenças e frio constante.


As tropas estavam desanimadas, devido à falta de barcos, as tropas portuguesas não foram rendidas
pelas britânicas, o que provocou um grande desânimo nos soldados.
- Além disso, alguns oficiais, com maior poder económico e influência, conseguiram regressar a Portugal, mas não voltaram para ocupar os seus postos.
- O moral do exército era tão baixo que houve insubordinações, deserção e suicídio O armamento alemão era muito melhor em qualidade e quantidade do que usado pelas tropas portuguesas o qual, no entanto, era igual ao das tropas britânicas.
- O ataque alemão deu-se no dia em que as tropas lusas tinham recebido, ordens para, finalmente, serem deslocadas para posições mais à retaguarda.
- As tropas britânicas recuaram em suas posições, deixando expostos os
flancos do CEP, facilitando o seu envolvimento e aniquilação.

Adenda: Sabia já algum tempo que o meu Bisavô, tinha estado na grande Guerra. Mas não sabia nada mais além disso. Iniciei uma busca incansável por saber mais pormenores da sua presença no CEP.
Descobri, que se chamava João Ramos, embarcou a 23 de Maio de 1917. E foi dado como desaparecido a 9 de Abril de 1918, e feito prisioneiro de guerra no campo de Merseburg.
Consegui esta informação neste site AQUI.
Onde é possível procurar por distrito e localidade, praças, sargentos e oficiais, que serviram no CEP.


aqui, tinha falado da 1º Guerra Mundial.

Na noite de 8 para 9 de Abril, a divisão 81º Alemã recua para dar lugar a oito divisões que ao todo constituam cerca100 mil homens, preparam-se para eliminar o sector português.
Por volta das 4h da manhã, as peças de artilharia começam a bombardear. Mais tarde, depois dos estragos já causados pela artilharia, os alemães, começam o assalto das posições portuguesas por volta das 7h.
Em alguns pontos, os portugueses tentam aguentar como podem, sendo que em alguns casos, chega-se a luta corpo a corpo.





As baixas são enormes no sector português. A 5ª brigada, cumpre a ordem de não recuar e morrer na linha B, e perde cerca de 60% dos seus efectivos.
Pelas 12 Horas, os alemães tinham chacinado o CEP (corpo expedicionário Português), e em dois dias foram aprisionados mais de 6000 homens. A cansada e mal preparada segunda divisão Portuguesa, sofre, o que era inevitável.



No entanto, é de realçar o facto de a ofensiva "Georgette" se tratar duma ofensiva já próxima do desespero, planeada pelo Alto Comando da Alemanha Imperial para causar a desorganização em
profundidade da frente aliada antes da chegada das tropas norte-americanas, que nessa altura se encontravam prestes a embarcar ou já em trânsito para a Europa.

Apesar de ser considerado uma derrota táctica para Portugal, constituindo a maior catástrofe militar portuguesa depois da batalha de Alcácer-Quibir, em 1578.
 mas apesar dos sucessos iniciais dos Alemães, estes não viriam a alcançar o objectivo principal, que era empurrar os britânicos para o mar, devido á resistência das tropas portuguesas.

Ficará para sempre, guardado, o heroísmo com que alguns homens combateram até a ultima bala. Esta resistência do CEP é geralmente pouco valorizada em face da derrota. Trata-se de uma batalha
com muitos mitos em volta a distorcerem a percepção do realmente passado nesse dia 9 de Abri.

Uma situação análoga à da batalha de La Lys foi a da contra-ofensiva
alemã nas Ardenas na parte final da Segunda Guerra Mundial, a (Batalha do Bulge),que merece comparação pelas semelhanças entre ambas.

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 Pertencendo à categoria dos "incultos, rudes, mal educados, sem preparação, sem maneiras", é nesta vida selvagem da trincheira que mostram o que são e o que valem; - verdadeiros tesouros sem baixeza nem crueldade. Espreitam o alemão pela ranhura de mira da alça e metem-lhe a bala na cabeça, se o "boche" cai em a meter na sua linha de mira; mas se um "boche" que o fere, levanta em seguida, ferido também, as mãos, agarra nele, leva-o à ambulância, cura-o, dá-lhe o seu pão, dá-lhe o seu vinho, dá-lhe a sua camisa.



Devemos todos inclinar-nos cheios de respeito e cheios de admiração diante deste pobre  "gambúzio", que meteram num navio com uma arma às costas, sem lhe dizerem para onde ia; que colocaram numa trincheira diante do "boche", sem lhe dizerem por que se batia; que passou meses queimado pelo sol do fogo, enregelado pela neve, atascado em lama, encharcado, tiritando com frio, encolhido num buraco enquanto as granadas lhe estoiram em redor; carregando à baioneta quando o "boche" avança e que, com uma perna partida, ou o crânio amachucado por uma bala, estendido no catre da ambulância, ao ver-nos, tinha uma alegria imensa no olhar, murmurando:
 
    -  O nosso giniral! Aí vem o nosso giniral!
    - Oh meu giniral, agora ganhei a Cruz de Guerra? Pois não?

 
E nunca me há de esquecer a impressão que um destes pobres seres me causou, quando, ao pregar-lhe a Cruz na camisa da ambulância que vestia, o pobre, não podendo mexer os braços, ambos partidos, estendeu a cabeça e me beijou as mãos...
E outro, muito pequeno, a quem ao dar-lhe o abraço que era costume meu dar àqueles que recebiam a Cruz de Guerra, me abraçou pela cintura e ali ficou preso numa convulsão...
São verdadeiros tesouros, que não podemos deixar de estimar e admirar depois de com eles viver na guerra. E é por isso que natural e instintivamente, os que como eu compreendem põem na continência, com que à sua correspondem, um respeito real e sincero, que está fora dos nossos hábitos.
 E há resmungões no meio de isto tudo, porque resmungar é uma paixão do soldado, ou por outra uma distracção, quando tudo corre bem! Pelo contrário, quando tudo vai mal, ninguém resmunga.
 
 Ao terminarem um parapeito, com toda a perfeição, a terra varrida à vassoura, os taludes bem direitos, as arestas bem vivas, vem um morteiro pesado e esmaga tudo.
O bom do "gambúzio" olha para a sua obra de oito dias destruída, e resmunga:
     -  Ora, responde outro, isto é bom para não engordarmos muito.
A noite é escura, o frio aperta, os homens estão cobertos de lama gelada, o seu dia de trabalho destruiu-o o "boche" num minuto, é preciso recomeçá-lo; e, sem mau humor, recomeçam-no.
Era preciso uma pena fácil e elegante para mostrar a todo o Portugal quanto valem os nossos soldados e quanto merecem que por ele façam.
 
 
A morte, encaram-na de frente e rindo, e em cada minuto da vida de trincheira praticam actos de generosidade, desprendimento e heroísmo espontâneo, que na vida civil estabeleceriam reputação."
                                                          Gomes da Costa
                                                                 General
                                      Comandante da 1.ª e 2.ª Divisão do C.E.P.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

George Dussaud e Gérard Fourel - os fotografos que revearam a alma de Trás-os-Montes

Georges Dussaud;
 Na sua viagem inaugural a Portugal, a caminho da Bretanha perdeu-se nas estradas infinitas e longas de da região e foi ai que se deu de conta das pessoas que parece que praticavam um modo modo de vida ancestral, talvez pelo isolamento da região, mas isso parece que não importava muito, até porque a gente daquela região parecia feliz. Soube logo ai, e decidiu que teria de voltar.... Passado todos estes anos, foram 83 vezes as vezes.
A segunda vez já com intuito de fotografar, Dussaud escolheu uma má altura, pois veio no Inverno, instalou-se na aldeia de Negrões, situada a poucos quilómetros de Montalegre, “numa casa modesta, tipica da região, ainda sem eletricidade, construída em granito, muito fria”. Mas gostou tanto que foi sempre nessa casa onde ficaria hospedado, todas as vezes que voltava para registar para sempre momentos, que já não são deste tempo, mas que não são de todo de um passado muito distante.
Trás-os-Montes uma região, abandonada e agreste, que poucos não se interessam de conhecer ou por muitos anos descartaram como prioridade em intervenções, foi adorado por um francês que tal como Miguel Torga se encantou.
Tanto é que o Municipio de Bragança reconheceu o seu contributo ao doar, grande parte do seu trabalho e existe atualmente um centro de fotografia com o seu nome na cidade.






Gérard Fourel foi outro fotografo que devemos ficar agradecidos por registar momentos tão intimos desta ruralidade da região. Fourel nasceu na região francesa da Bretanha em 1946. Começou a fotografar por volta dos 35 anos. No seu trabalho abordou as gentes do Barroso e norte de Portugal, o mundo laboral na Fougères (Ille et Villaine), a campanha de Castille y Léon e a Bretanha. Publicou, entre outras obras, «Negrões — La mémoire blanche» e «Gens du Barroso». Participou em diversas exposições desde 1982 e alguns dos seus temas foram transpostos para o cinema. Vive em Rennes.
Grande parte do seu trabalho pode ser visto no seu site: http://www.gerard-fourel.com/barroso.html



Já agora para quem se interessa por fotografia, deixo a minha página de facebook sobre fotografia que tenho vindo a tirar, passem por lá e deixem o vosso gosto: https://www.facebook.com/rmmramosphotos
Ricardo Ramos fotografia

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Portugal - Primeira Guerra Mundial


“Em paz os filhos enterram seus pais. Em guerra os pais enterram seus filhos” 
Herodotus

Portugal participou no primeiro conflito mundial ao lado dos Aliados, o que estava de acordo com as orientações da República ainda recentemente instaurada.

 O Partido Democrático, então no poder, movido também pelo facto de já existirem combates entre tropas portuguesas e alemãs junto às fronteiras das colónias em África, desde cedo demonstrou interesse em tornar-se parte beligerante do conflito.

 Em Setembro de 1914 eram enviadas as primeiras tropas para África onde as esperariam uma série de derrotas perante os alemães, na fronteira do sul de Angola com o Sudoeste Africano Alemão e na fronteira norte de Moçambique com a África Oriental Alemã.

Apesar destes combates, a posição oficial do Estado português era claramente ambígua. Os partidos de cariz esquerdista estavam ao lado dos regimes da França e da Inglaterra, enquanto que os da direita simpatizavam-se com os regimes das potências centrais (Alemanha e Austro-Hungria). Porém, a questão que se colocava era se Portugal entraria na guerra ou não, já que a entrada de Portugal na guerra seria sempre ao lado da Inglaterra e França.

 O regime republicano decidiu-se a optar por uma tomada de posição activa na guerra devido a várias razões:
- Com vista à manutenção das colónias, de modo a poder reivindicar a sua soberania na Conferência de Paz que se adivinhava com o final da guerra;
- A necessidade de afirmar o prestígio e a influência diplomática do Estado republicano bem como a sua legitimação no seio das potências europeias, maioritariamente monárquicas;


No entanto, o principal oponente à entrada de Portugal na Primeira Guerra Mundial foi a Inglaterra. Em Fevereiro de 1916, o antigo aliado português decidiu pedir ao Estado português o apresamento de todos os navios alemães e austro-húngaros que estavam ancorados na costa portuguesa. Esta atitude justificou a declaração oficial de guerra a Portugal pela Alemanha, a 9 de Março de 1916 (apesar dos combates em África desde 1914).
 Em três meses é constituido um exército operacional. Por decreto do 22 de Janeiro de 1917 dois corpos são criados : o Corpo de Artilharia Pesada Independente (CAPI), que serve o exército francês, e o Corpo Expedicionario Portugês (CEP) que vai este servir o exército britânico.
tropas portuguesas em Inglaterra
Portugueses na prática de lançar granadas. Escola de treino de infantaria. Marthes, 23 de junho de 1917

Ainda mal habituada ao combate nas trincheiras, a infantaria portuguesa recebe em França  uma formação sobre novas técnicas decorrentes dos três primeiros anos de guerra  (assaltos a partir das trincheiras, captura de prisoneiros, artilharia de trincheiras, gazes de combate...).

Para ver imagens e texto sobre 100 anos da participação portuguesa, ver o artigo do Público aqui

Vídeo: Evocação do Centenário da Grande Guerra 14-18



A  partir de Novembro de 1917 a situação complica-se para os Portugueses. A entrada na guerra dos Estados Unidos reduz os meios logísticos disponíveis.
A situação das tropas portuguesas é ainda pior. No dia 5 de Dezembro de 1917, um movimento revolucionário liderado por Sidonio Pais tomou o poder em Lisboa. Abertamente hostil à guerra, o novo governo anuncia no entanto o seu suporte à Inglaterra. Os abastecimentos enviados às tropas são extremamente raros.
No final de Março de 1918, as tropas portuguesas estão oficialmente ligadas ao comando britânico nas Flandres. A substituição dessas tropas desmoralizadas, abandonadas pelo seu governo está prevista para o dia 9 de Abril de 1918, de manhã ...
Portugueses nas trincheiras perto de Neuve Chapelle, 25 de junho de 1917
Soldados alemães numa trncheira

A trincheira

Uma trincheira típica tinha pouco mais de 2 m de profundidade e cerca de 1,80 m de largura. À frente e atrás, largas fileiras de sacos de areia, com quase 1 m de altura, aumentavam a proteção. Havia ainda um degrau de tiro, 0,5 m acima do chão. Ele era usado por sentinelas de vigia e na hora de atirar contra o inimigo

À chegada ao destino final, os soldados portugueses foram confrontados com uma dura realidade até então desconhecida: a terrível guerra das trincheiras, onde se lutava intensamente por algumas dezenas ou centenas de metros.
A terra de ninguém foi apelidada pelos nossos soldados como a Avenida Afonso Costa, como forma de
exteriorizar o ódio que sentiam pelo governante português que os tinha empurrado para a guerra.

Devido à morfologia do terreno, demasiado pantanoso, para onde foram destacados os soldados lusos, a vida nas trincheiras era simplesmente insuportável, devido à água e lama em abundância, que redundava num ambiente de insalubridade, que por sua vez originava a propagação de toda a espécie de animais
repelentes tais como ratos, piolhos, pulgas ou larvas. No Inverno havia ainda um inimigo suplementar, o frio e a neve, que vinham deteriorar as condições de vida dos pobres soldados, que estavam habituados a temperaturas mais amenas. facto de por vezes as trincheiras dos aliados distarem apenas trinta metros das dos alemães, e dos principais combates terem lugar de noite.

No que concerne à alimentação, os soldados lusos, habituados a uma dieta mediterrânica, viram-se confrontados com o facto de terem de alimentar-se com rações de combate britânicas, e com os indigestos pickles e outras iguarias em conserva, que lhes davam a volta ao estômago e não servia para lhesretemperar

devidamente as forças.


PÃO E ÁGUA

A maior parte da comida era enlatada. A ração diária do Exército inglês só dava direito a um pedaço de pão, alguns biscoitos, 200 g de legumes e 200 g de carne. Para reabastecer o cantil com água, muitos soldados recorriam a poças deixadas pela chuva… Para aliviar o sofrimento, suprimentos diários de rum, vinho ou conhaque eram oferecidos às tropas

ANDANDO NA PRANCHA

Boa parte das trincheiras foram feitas em regiões abaixo do nível do mar, onde qualquer buraco fazia jorrar água. A chuva constante piorava a situação, criando uma camada de água enlameada no chão das trincheiras. Para evitar esse barro todo, pranchas de madeira eram colocadas a alguns centímetros do solo
Nos períodos de calmaria, cada soldado ficava oito dias em trincheiras da linha de frente. Depois, passava quatro dias nas trincheiras da retaguarda, mais tranqüilas. Aí finalmente vinham quatro dias de folga, gozados em acampamentos militares a quilômetros do campo de batalha – muitas vezes com bordéis cheios de prostitutas na vizinhança

SEMPRE SACO CHEIO
Proteção barata e eficiente, os sacos de areia eram capazes de barrar os tiros inimigos. As balas dos fuzis da época só penetravam cerca de 40 cm neles. Eram tão úteis que cada soldado sempre carregava dois sacos vazios, que podia encher rapidamente para se proteger

VIDA INSANA
O terror da guerra e a quase insuportável vida nas trincheiras enlouquecia muitos soldados. Alguns feriam a si próprios para serem mandados de volta pra casa – fraude que, se descoberta, podia ser punida com fuzilamento! Os mais desesperados saíam da trincheirapara ser mortos pelo inimigo

ATAQUE DOS RATOS
Corpos em decomposição, enterrados em covas rasas perto das trincheiras, atraíam ratos, que proliferavam sem controle.Além de transmitir doenças, eles chegavam a roubar comida do bolso dos soldados e a roer o corpo dos feridos! Na total falta de higiene, piolhos disseminavam a febre das trincheiras, doença contraída por mais de 10% dos soldados

SILÊNCIO PERIGOSO
Na maior parte do tempo não havia ofensivas contra as trincheiras. Era uma guerra de espera, mas ainda assim muito perigosa. Atiradores passavam o dia de olho no vacilo de algum soldado que erguesse a cabeça pra fora do buraco. Especialistas em mineração tentavam fazer túneis até a linha inimiga para explodir as trincheiras por baixo!

Durante as ofensivas, os soldados eram instruídos a não parar para atender colegas atingidos. Cada um levava um kit de  emergência e deveria cuidar de si até a chegada dos padioleiros, que retiravam os feridos em macas. Por causa do fogocruzado e da lama que atrapalhava o deslocamento, era um trabalho superarriscado

TÁTICA VENENOSA
Na Primeira Guerra, mais de 91 mil soldados foram mortos por gases venenosos e outras armas químicas. Esses produtos podiam ser lançados por projéteis da artilharia ou por granadas carregadas pelos soldados. Eram usadas substâncias como o gás de cloro, que provocava asfixia nas vítimas

French soldiers in Argonne trenches
Giria dos soldados Portugueses 

Alicate: Soldado de infantaria de Transmissões
Avenida Afonso Costa: Terra de Ninguém
Barris de almude: Projéctil de artilharia grande
Boche: Soldado alemão
Cachapim: Soldados que conseguiram ser transferidos para a retaguarda, ou que tendo ordem de ir para as trincheiras nunca lá chegaram
Cavanço: Fuga para a retaguarda
Comer graxa: levar com estilhaços (termo muito pouco usado)
Copos de meio litro: Projéctil de artilharia pequeno
Cortar prego: Ter medo
Elefante: Abrigo metálico (chapa de ferro ondulado, em forma de arco)
Front: Zona de combate
Front line: linha da frente, também denominada “A Line”
Garrafas de litro: Projéctil de artilharia médio
Lanzudo: Soldado português
Língua do pica-pau: Sinais de Morse
Menino: Projéctil de morteiro ligeiro
Mobília: Equipamento individual do soldado
Museu: Abrigo do comando do Batalhão
Porco: Projéctil de morteiro pesado
Salchichas: Balões de observação (drachens)
SOS: Pedido de artilharia de apoio
Terra de ninguém: Espaço entre as primeiras linhas (no man's land)
Tommies: Soldados ingleses
Trinchas: Soldados portugueses que se encontram na 1ª Linha
Very light:Foguete de luz branca para iluminação nocturna
Zacarias: Sniper inimigo




A Batalha de la Lys



Documentario: http://ensina.rtp.pt/artigo/batalha-de-la-lys-documentario/

 A 2ª divisão do Corpo Expedicionário Português (CEP), constituída por cerca de 20 000 homens, dos quais somente pouco mais de 15 000 estavam nas primeiras linhas, comandados pelo general Gomes da Costa. Esta linha viu-se impotente para sustentar o embate de oito divisões do 6º Exército Alemão, com cerca de 55 000 homens comandados pelo general Ferdinand von Quast (1850-1934).
 Essa ofensiva alemã, montada por Erich Ludendorff, ficou conhecida como ofensiva "Georgette" e visava à tomada de Calais e Boulogne-sur-Mer. As tropas portuguesas, em apenas quatro horas de batalha, perderam cerca de 7500 homens entre mortos, feridos, desaparecidos e prisioneiros, ou seja, mais de um terço dos efectivos, entre os quais 327 oficiais.

Nesta batalha, que marcou negativamente a participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial, os exércitos alemães provocaram uma estrondosa derrota às tropas portuguesas, constituindo a maior catástrofe militar portuguesa depois da batalha de Alcácer-Quibir, em 1578.

O resultado da batalha já era esperado por oficiais responsáveis dentro do CEP, Gomes da Costa e Sinel de Cordes, que por diversas vezes tinham comunicado ao governo português o estado calamitoso das tropas.

No entanto, é de realçar o facto de a ofensiva "Georgette" se tratar duma ofensiva já próxima do desespero, planeada pelo Alto Comando da Alemanha Imperial para causar a desorganização em profundidade da frente aliada antes da chegada das tropas norte-americanas, que nessa altura se encontravam prestes a embarcar ou já em trânsito para a Europa.

O objectivo do general Ludendorff no sector português consistia em atacar fortemente nos flancos do CEP, consciente que nesse caso os flancos das linhas portuguesa e britânica vizinha recuariam para o interior das suas zonas defensivas respectivas em vez de manterem uma frente coerente, abrindo assim uma larga passagem por onde a infantaria alemã se pudesse lançar.

Coerente com essa táctica e para assegurar que os flancos do movimento alemão não ficassem desprotegidos, os estrategas alemães decidiram-se a simplesmente arrasar o sector português com a sua esmagadora superioridade em capacidade de fogo artilheiro (uma especialidade alemã), e deslocando para a ofensiva um grande número de efectivos como se explica acima, (nas palavras dos próprios: "Vamos abrir aqui um buraco e depois logo se vê!", o que também indicia o estado de espírito já desesperado do planeamento da ofensiva). Nestas condições, não surpreende a derrocada do CEP, que apesar de tudo resistiu como pôde atrasando o movimento alemão o suficiente para as reservas aliadas serem mobilizadas para tapar a brecha.

Esta resistência é geralmente pouco valorizada em face da derrota, mas caso esta não se tivesse verificado a frente aliada na zona poderia ter sido envolvida por um movimento de cerco em ambos os flancos pelo exército alemão, o que levaria ao seu colapso. Trata-se de uma batalha com muitos mitos em volta a distorcerem a percepção do realmente passado nesse dia 9 de Abril de 1916.

Apesar das acções heroicas de, entre outros, do Soldado Milhões, do comando do Capitão Bento Roma e, certamente, do soldado Manuel da Silva (que os alemães enterraram com uma cruz dizendo “Aqui jaz um valente Português”), as tropas portuguesas, em apenas quatro horas de batalha, foram inutilizadas e perderam cerca de 7'500 homens entre mortos, feridos, desaparecidos e prisioneiros, ou seja, mais de um terço dos efectivos, entre os quais 327 oficiais. Note-se que as tropas britânicas, durante a operação Michael um mês antes, tinham sido batidos com a mesma velocidade.
Cemitério Português de Neuve-Chapelle

Em França são mantidas 1’831 campas, sendo 239 de soldados desconhecidos. A participação destes homens na Batalha de La Lys, assegurou a participação de Portugal na conferência de Paris com plenos direitos.

Estes homens deram muito mais do que a sua República merecia e, por causa deles, Portugal manteve os seus territórios ultramarinos por mais meio século.






O cristo das trincheiras

No dia 9 de Abril de 1918, sobre aquela planície caiu uma tempestade de fogo de artilharia, durante horas a fio, que a metralhou, a incendiou e a revolveu. Era a ofensiva da Primavera de 1918 do exército alemão. A povoação de Neuve-Chapelle quase desapareceu do mapa, de tão transformada em escombro. A área ficou juncada de cadáveres e entre estes jaziam 7.500 portugueses da 2ª Divisão do CEP mortos ou agonizantes. No final da luta apenas o Cristo se mantinha de pé

Este Cristo ficou no seu cruzeiro durante quarenta anos erguido no mesmo local, até que em 1958 o Governo Português mostrou o desejo possuir aquele Cristo mutilado ao Governo Francês. Tornara-se um símbolo da Fé e do Patriotismo nacional e passou a ser conhecido como o "Cristo das Trincheiras".

Para os portugueses era, e ainda é, o “Cristo das Trincheiras”.
As tropas retiraram ou foram retiradas, mas a imagem manteve-se no seu lugar em permanente vigília, na mesma forma e local em que estivera ma Batalha do Lys, durante mais quarenta anos.
O cristo das trincheiras

Imagem de grande significado quer para os soldados do CEP quer para a generalidade do povo português, que já ouvia da boca dos combatentes o sucedido e, por esses relatos, já conhecia esse Cristo, o que acabou por ser solicitado, pelo governo de então, a sua vinda para Portugal.

A Imagem chegou a Lisboa, por via aérea, em 4 de Abril de 1958, por sinal na Sexta-feira Santa, acompanhada por uma delegação de combatentes portugueses, que tinham fixado residência em França, e por uma delegação de deputados franceses, chefiada pelo Coronel Louis Christians.

Apoteoticamente recebida pela população, foi transportada para a Capela da Escola do Exército (actual Academia Militar) nos Paços da Rainha, onde esteve à veneração até ao dia 8 desse mês de Abril, altura em que foi transportada numa viatura militar para o Mosteiro da Batalha, sem qualquer cerimónia especial. Ao chegar à Batalha, foi conduzida para o refeitório do mosteiro, onde ficou exposta.(imagem á esquerda)


No dia 9 de Abril de 1958, no 40º aniversário da Batalha do Lys, começaram a chegar ao Mosteiro da Batalha, pelas 11 horas, as entidades que estariam presentes na cerimónia, entre as quais o embaixador de Portugal em França e da França em Portugal, os Adidos Militares da França, Bélgica e Estados Unidos, altas patentes militares portuguesas do Exército, Marinha e Força Aérea (criada em 1 de Julho de 1952), autoridades civis, militares e religiosas.

O andor que transportou o “Cristo das Trincheiras” entre o refeitório e a Sala do Capitulo do Mosteiro de Santa Maria da Vitoria, foi levado em ombros pelos representantes da Liga dos Combatentes da Grande Guerra, sendo a imagem de Cristo colocada à cabeceira da campa rasa, cuja lápide, inicialmente colocada paralelamente à parede lateral e virada para a porta, tinha sido mudada para a posição perpendicular à mesma.

Findas as intervenções militares e religiosas, o representante francês condecorou os Soldados Desconhecidos, colocando, sobre a laje tumular, duas Cruzes de Guerra.



Soldado Milhões

Nesta batalha a 2ª Divisão do CEP foi completamente desbaratada, sacrificando-se nela muitas vidas, entre os mortos, feridos, desaparecidos e capturados como prisioneiros de guerra. No meio do caos, distinguiram-se vários homens, anónimos na sua maior parte. Porém, um nome ficou para a História, deturpado, mas sempre eterno: o soldado Milhões, ver vídeo.
Soldado "Milhões"

De seu verdadeiro nome Aníbal Milhais, natural de Valongo, em Murça, viu-se sozinho na sua trincheira, apenas munido da sua menina, uma metralhadora Lewis, conhecida entre os combatentes lusos como a Luísa. Munido da coragem que só no campo de batalha é possível, enfrentou sozinho as colunas alemãs que se atravessaram no seu caminho, o que em último caso permitiu a retirada de vários soldados portugueses e britânicos para as posições defensivas da retaguarda.

Vagueando pelas trincheiras e campos, ora de ninguém ora ocupados pelos alemães, o soldado Milhões continuou ainda a fazer fogo esporádico, para o qual se valeu de coletes de balas que foi encontrando pelo caminho. Quatro dias depois do início da batalha, encontrou um major escocês, salvando-o de morrer afogado num pântano. Foi este médico, para sempre agradecido, que deu conta ao exército aliado dos feitos do soldado transmontano.

Regressado a um acampamento português, um comandante saudou-o, dizendo o que ficaria para a História de Portugal, "Tu és Milhais, mas vales Milhões!". Foi o único soldado raso português da Primeira Guerra a ser condecorado com o Colar da Ordem da Torre e Espada, a mais alta condecoração existente no país.



Prisioneiros de Guerra Portugueses

CEP mortos: 1992 ; feridos: 5354 ; desaparecidos: 199 ; incapazes 7380 ; prisioneiros: 7000 (233 falecidos no cativeiro, 6767 devolvidos pela Alemanha); Total 21825.
(mais 5 mortos e 5 feridos no CAPI).

(1)História da Primeira República, F. Rosas e M. Rollo, Tinta da China, por Aniceto Afonso, p.297

- Segue uma lista de 1643 portugueses que perderam a vida nos campos de batalha de Flandres durante o primeiro conflito mundial, sepultados no cemitério português de Richebourg, ver aqui.Aqui

No entanto uma grande maioria morreu em África, nas campanhas de Moçambique e de Angola.
Infelizmente, estes cairam no esquecimento, as guerras nas colónias africanas faz parte do processo geral de esquecimento voluntário do nosso passado e, portanto, da nossa identidade, algo que se deveria ensinar nos livros de história.

Neste esforço de guerra, chegaram a estar mobilizados quase 200 mil homens. As perdas atingiram quase 10 mil mortos e milhares de feridos, além de custos económicos e sociais gravemente superiores à capacidade nacional. Os objectivos que levaram os responsáveis políticos portugueses a entrar na guerra saíram gorados na sua totalidade.




VOZ DE PORTUGUÊS PRISIONEIRO NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA:
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=740609&tm=4&layout=122&visual=61

Corpo Expedicionário Português - CEP - Desfile da Vitória
Equipamento CEP:
http://www.portugalweb.net/historia/viriatus/WWI_CEP_soldados.asp.htm



O que mudou?
O ano de 1918 não é o ano do final da guerra, mas somente um interregno para a continuação em 1939.

Os súbditos e cidadão europeus obtiveram algumas melhorias sociais em resultado do conflito; as mulheres começaram a ter direito de voto, muitos povos viram reconhecidos os seus direitos à autodeterminação, (ex. Irlanda), na Grã-Bretanha foi constituído o primeiro governo trabalhista e na Rússia é instaurada uma ditadura do proletariado.


Os velhos Impérios Russo e Austro-húngaro acabaram e nasceu uma nova potência mundial os Estados Unidos da América.



Obrigado a todos os portugueses que combateram nesta grande guerra.
Que tombaram em combate e ali gritaram Portugal 




Testemunhos da grande Guerra

JULGARAM-NO MORTO NA GUERRA MAS ELE APARECEU VIVO EM CASA

O avô dava rebuçados e chocolates. Distribuía carinhos e palavras doces mas, tão certo como se chamar Diniz Pinto, 'lá vinham as histórias das trincheiras e das fomes. Acho que foi a forma de ele gerir o stress que a guerra lhe provocou: falar muito, muito, muito disso. Falar constantemente, toda a vida, e cada vez mais à medida que envelhecia. O meu avô costumava dizer que cada dia que passava vivo na guerra era uma vitória, que nunca sabia se chegava ao dia seguinte'.

Não só chegou sempre aos dias seguintes em campo de batalha como completou 97 anos junto dos seus. 'Acho que estes homens tinham tanto stress como todos os nossos militares. Mas eram tempos muito duros, em que a necessidade de arranjar pão para a boca dos filhos se sobrepunha a tudo'. E Maria Hortênsia, neta, filha e esposa de militares trata a Guerra com conhecimento de causa. Ela própria foi educada na Casa dos Filhos dos Soldados e de lá saiu para a Liga dos Combatentes, onde ainda hoje trabalha. 'Estive sempre ligada a este tema, estou muito próxima da guerra embora nunca a tenha vivido. Vivi-a sempre nas palavras deles'.

Por isso, sempre ouvia o avô com atenção, mesmo quando as palavras se repetiam e as histórias faziam eco em outras já contadas. 'Aquilo que o marcou mais na guerra, a julgar pelo que ele mais falava, foram as fomes. A sorte é que o Juca, um conterrâneo, era dispenseiro e, pela porta do cavalo, conseguia dar-lhe qualquer coisinha, às vezes tabaco. Era um anjo que os ajudava. Tanto que, em casa, quando tínhamos fartura, o meu avô dizia sempre: ‘ai na Guerra, se apanhássemos umas casquinhas de batata cozidinhas que manjar que era’.

O historial deles era de muita fome'. E de algumas confusões, numa época em que as notícias chegavam de boca em boca e as tecnologias eram outras. 'O meu avô foi confundido na guerra com outro Diniz. E alguns conterrâneos que foram chegando a Vinhais, em Bragança, foram dizendo à minha avó, que estava grávida nessa altura, que o meu avô tinha morrido, que o sangue dele tinha batido nas botas de um camarada'.
A jovem (que se pensava viúva), 'com 17 ou 18 aninhos', carregou o luto, vestida de preto. Rezaram-se missas, fizeram-se velórios pela alma de Diniz e a gravidez foi carregada de penas. 'Mas afinal foi outro soldado, que tinha o mesmo nome do meu avô, que morreu nas trincheiras'.

A confusão desfez-se quando o verdadeiro Diniz, progenitor de um bebé que até aí todos achavam órfão de pai, apareceu em casa 'qual morto-vivo para surpresa de todos'. A emoção terá sido maior do que as palavras da neta – que apenas ouviu o relato da boca de familiares – conseguem transmitir.
Viriato foi o primeiro dos doze filhos de Diniz Pinto que, regressado da guerra, tratou de aumentar a prole – e dar irmãos ao filho que não viu nascer. Além do trabalho agrícola que naquele tempo garantia o pão para a boca do regimento familiar, foi proprietário de uma padaria onde trabalhou com a mulher. Até aos 91 anos viveu rijo como um soldado. Nos últimos seis de vida traíram-no problemas respiratórios, que o deitaram na cama. Mas um ex-combatente nem à beira da morte desiste de lutar.

PERFIL. Diniz Pinto nasceu em 1892 e morreu em 1988, com 97 anos. Teve doze filhos. É a neta, Maria Hortênsia, que recorda as memórias que ouviu da sua boca.
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A 1ª guerra mundial era essencialmente uma “guerra de trincheiras”.
Estas serpenteavam pelas linhas de combate, e era comum a posse alternada das mesmas, por conquista, entre aliados e alemães.
A trincheira que de momento estava em n/ poder, poderia ter estado na n/ posse dos alemães na semana passada, e vice-versa.
Por vezes a nossa trincheira de linha da frente distava poucos metros da trincheira de linha da frente dos alemães.
Quando os pelotões e companhias estavam desfalcados de ambos os lados, havia um alto-ao-fogo oficioso…
Ninguém queria atirar granadas e ou disparar, porque de facto não tinham meios para levar a cabo um avanço, não queriam levar também com as granadas ou fogo do inimigo, nem tinham a certeza de poder conter um eventual ataque.

Daí, não era benéfico para qualquer das partes despoletar reacções.
Nós chamávamos-lhes “boches” (famosa marca Bosch) e eles chamavam-nos carneiros e/ou ovelhas, dado as várias camadas de lã dos capotes que havíamos levado de Portugal (Covilhã, Seia, Serra da Estrela, etc.), confeccionados por vezes com próprio pelo de ovelha encaracolado, virado para o exterior.
Era perfeitamente possível ouvir os alemães, tal como eles nos ouviam a nós.
Assim, era comum, em pleno teatro de guerra, no silêncio da noite, ouvirem-se portugueses verbalizar para a trincheira do inimigo: - Ó “boche” !!!
A que invariavelmente se seguia uma resposta do outro lado: - Méééééé!!!!!



Bibliografia/ Webgrafia:

NOTA: este trabalho, foi elaborado pelo conhecimento pessoal do autor, auxiliado pela bibliografia que segue, no entanto, esta não obedece ás actuais normas APA, sendo que não poderá ser usado como trabalho académico sério.

Martins, Ferreira (1934a), "Portugal na Grande Guerra", Vol. I, Lisboa, 1ª ed., Empresa Editorial Ática

 Martins, Ferreira (1934b), "Portugal na Grande Guerra", Vol. II, Lisboa, 1ª ed., Empresa Editorial Ática

 Amaral, Ferreira do (1922), "A Mentira da Flandres e o Medo", Lisboa, 4ª ed., Editora J. Rodrigues & C.

- www.operacional.pt
- http://www.momentosdehistoria.com
- fotos: facebook; fotos da grande guerra
- http://www.portugalvistodefora.com
- http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/RaridadesBibliograficas/ImpressoesCEP/ImpressoesCEP_item1/P1.html

sábado, 11 de janeiro de 2014

Divisão Azul - Portugueses que combateram ao lado de Hitler



Já se escreveram ou tentaram-se escrever mais de 300 livros, sobre o tema da Divisão Azul, a grande maior parte publicados no estrangeiro, centenas de artigos à memória de ex-divisionários, mas em nenhum é mencionada a participação dos portugueses voluntários na Divisão Azul. 
 
Bandeira Portuguesa sobre o caixão, rodeada de Soldados Alemães

 E quem foi a Divisão Azul ?
Foram combatentes voluntários, que se alistavam em Espanha, provinham meritoriamente da Legião Espanhola que participaram na cruzada de 1936-1939. 
Alguns já tinham sido voluntários na guerra civil espanhola, combatendo ao lado dos nacionalistas e da Falange. Outros são jovens idealistas, arrebatados pelas ideias dominantes de luta contra a ameaça comunista. 

Ainda que a Espanha não tenha aderido oficialmente à II Guerra Mundial do lado da Alemanha nazi, o general Francisco Franco permitiu que voluntários se incorporassem ao exército alemão. Deste modo, podia manter a neutralidade espanhola enquanto, simultaneamente, recompensava Hitler por sua ajuda durante a Guerra Civil Espanhola. O Ministro de Assuntos Exteriores da época, Ramón Serrano Súñer, sugeriu a criação de um corpo voluntário, no princípio da Operação Barbarossa, e Franco enviou uma oferta oficial da ajuda a Berlim. Hitler aprovou o uso de voluntários espanhóis em 24 de junho de 1941. Os voluntários se apresentaram nos locais de alistamento de todas as áreas metropolitanas da Espanha. Os cadetes da Escola de Oficiais de Zaragoza se ofereceram voluntariamente em grande número.

Inicialmente, o governo espanhol se preparou para enviar cerca de 4.000 homens, mas mudou de idéia ao descobrir que havia voluntários suficientes para formar uma divisão completa (18.104 homens, dos quais 2.200 eram oficiais e o resto soldados). Segundo estimativas do embaixador alemão, era possível formar 40 divisões nesta convocação.



Como os soldados não podiam utilizar o uniforme do exército espanhol, adotaram um uniforme simbólico que abrangia as boinas vermelhas dos carlistas, as calças de cor caqui usadas na Legião e as camisas azuis dos falangistas, por causa disso começou-se a chamar Divisão Azul. Este uniforme peculiar era utilizado unicamente durante o trabalho na Espanha; no campo de batalha, os soldados usaram o uniforme cinza da Wehrmacht, ligeiramente modificado para mostrar na parte superior da manga direita a palavra «España» e as cores nacionais espanholas.
Em 13 de julho de 1941 saiu de Madrid para Grafenwöhr (Baviera) o primeiro trem de voluntários para passar cinco semanas de instrução. O corpo formado por estes voluntários ganhou a denominação de "250. Einheit spanischer Freiwilliger" Divisão de Infantaria do exército alemão, e foi dividido inicialmente em quatro regimentos de infantaria. Para se adequar à organização padrão do exército alemão, um dos regimentos foi eliminado, e seus efetivos se reintegraram nos três restantes. Os regimentos tomaram o nome das três cidades espanholas de onde procedia a maioria dos voluntários: Barcelona, Valência e Sevilha. 
Reportagem da visita dos oficiais portugueses à frente oriental em Agosto/ Setembro de 1942. 
As imagens foram publicadas na revista "Sinal" de Dezembro de 1942.

 Não são bem vistos pelos alemães, são irreverentes, cantam durante as marchas, namoram com as raparigas das regiões que percorrem. Cada um é uma história, mas acabam todos na Frente Leste, nas batalhas por Leninegrado. A maioria morre aí, em combate, ou nos campos de prisioneiros soviéticos. 


Alguns conseguiram sobreviver. Quantos? Poucos.
São hoje visto como figuras incomodas, que lutaram do lado errado. Ficaram esquecidos, vivendo entre nós sem, no entanto, os assumirmos como parte da nossa memória.



 E os Portugueses? Quem foram eles? 
Revista Visão - fala sobre alguns testemunhos
ainda que vagamente.

Existe uma e ntrevista de 1942. Ao lado das forças alemãs. João Rodrigues Júnior e Jaime Graça são dois dos portugueses que integraram o contingente de portugueses que passaram pelas duas guerras e são também dos poucos que deixaram alguns detalhes das suas histórias publicados na imprensa. Alguns sites/ blogs dizem que foi uma entrevista dada á revista AESFERA, a 23 de Agosto de 1942. Revista de  caráter totalmente pró Nacional-Socialista. O seu ultimo número, dava os pesamos, ao povo alemão pela morte do Fuhrer, Adolf Hitler, e encerrou a 8 de Maio de 1945, após o comité Aliado proceder ao apreendimento de bens de pessoas e empresas ligadas ao Eixo).

 No entanto outras fontem dizem que a entrevista a João Rodrigues Júnior surge nas páginas da revista “A Esfera”, ainda durante a 2ª Guerra, em Agosto de 1942.
Como legionário do “Tércio” diz ter passado pelos campos de batalha de Teruel, da Catalunha e do Ebro. Naquela publicação garante ainda que durante a guerra civil espanhola foi ferido duas vezes e numa delas ficou temporariamente cego. No final da guerra continuou a cumprir o contrato de cinco anos assinado com a Legião Estrangeira Espanhola.




Este rapaz, moreno e frágil, de 26 anos, que temos aqui conosco, tem muito que nos dizer:

Chama-se João Rodrigues Júnior e nasceu em Mafra. É pintor da construção civil, depois de ter cumprido o serviço militar, partiu para Espanha, onde havia começado a guerra Civil, e se ofereceu, para a Legião Estrangeira, no ano de 1936. Depois de se ter alistado, partiu para Melillla, para receber instrução de Legionário.
Entretanto começou a guerra contra a Rússia. E eu, que durante os anos da campanha espanhola comecei a saber o que são os bolchevistas e o que é a sua doutrina na pátria, decidi continuar a minha vida de legionário batendo-me contra eles. Assim logo que em Espanha começaram os alistamentos para a campanha da Rússia, ofereci-me”, conta João Rodrigues Júnior.

Na descrição que faz da viagem da unidade espanhola para a frente, refere a passagem pela França ocupada onde tiveram de usar as armas. “Um grande grupo, da qual faziam parte várias mulheres, apupou-nos e tentou assaltar o comboio. Tivemos que estrear ali as nossas armas – e vários caíram”, explica.


Rodrigues Junior
 Na Divisão Azul havia mais legionários Portugueses?
- Sim, uns quinze. Julgo que fui o único que sobreviveu.

Na divisão houve muitas baixas?
- Umas sei mil, mas a verdade é que a maioria foi devido ao frio. Imagine o que é lutar com 35,5 graus abaixo de zero!

João Rodrigues, explique-nos a sua vida em Berlim. Vê-se que pertenceu à divisão Espanhola, que na cruzada contra a Rússia comunista tinha o número 250, e também teve, ferido, num hospital de campanha, Alemão.
- Quando a Divisão Azul atravessava a França, o comboio foi atacado por muitos aviões ingleses que não nos acertaram. E quando passamos na parte Francesa não ocupada, um grande grupo, incluindo algumas mulheres, insultou-nos e tentou roubar o comboio. Depois de chegarmos à Alemanha, fomos para a frente de Leninegrado, onde estivemos quase um ano sob o comando de um grande militar: o Major Ramirez de Cartagena. Combatíamos sem parar e com alguma violência. Mas o nosso pior inimigo era o frio - tanto era que algumas vezes tínhamos que lutar só com uma camisa, debaixo de temperaturas inimagináveis, os casacos que nos haviam dado pareciam pedras.

O que pensa da organização da campanha na Rússia, no que toca a cuidados com os combatentes?

- Sobre isso, como em tudo o resto, eu que estive na guerra de Espanha posso dizer que era fantástica. Os alemães organizavam tudo de forma admirável, comida, munições, transportes, assistência a feridos, etc.

E os Russos?

- Os seus ataques eram constantes e muito violentos. Mas "aquilo" é totalmente diferente do que se passa no nosso lado. Atacam sempre muitos, muitas vezes com mulheres, velhos e crianças muito pequenas, e também morreram muitos, porque não utilizavam a nossa táctica de caminhar com alguma distância uns dos outros, em grupos pequenos. Aqueles que nós vimos, não eram bons militares, pois não tinham preparação nem organização militar. Posso dizer que independentemente de muitos que passaram para o nosso lado, muitas divisões Russas foram feitas prisioneiras por grupos nossos muito mais pequenos, como aconteceu no sector do rio Volchov, onde a desproporção entre vencedores e vencidos foi impressionante.

E que ideia lhe deixaram os russos?
- Horrível. Roupas más, fome, sujos. As mulheres, na sua maioria eram miseráveis. Sem qualquer charme, sem sapatos, muitas usavam "serapilheira" atada aos pés!...

Bom exemplo dos resultados de um estado comunista!

- É verdade. O que era bom seria que fossem lá comprová-lo, os que querem saber o que é o comunismo.


 Este português também teria de abandonar o combate quando uma úlcera obrigou à sua evacuação para Espanha.
Tratado e recuperado voltou a alistar-se na Divisão Azul. Fez novo treino na Alemanha, mas não voltaria à frente russa. Adoece de novo e é considerado"inútil para o combate". Em Agosto de 1943 está de volta a Espanha.
Ainda segundo o investigador Ricardo Silva (
investigador da Universidade Nova de Lisboa) Rodrigues Júnior faleceu em Janeiro de 1956.
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 Em Junho de 1992 a revista do jornal “O Independente” trazia uma reportagem/entrevista com Jaime Graça, então com 79 anos, que também vestira as fardas do “ Tércio” e da Divisão.
Segundo relatava teria sido recrutado no Rossio, quando foi abordado para “ir trabalhar para Espanha”. Só tarde demais terá percebido que estava a engrossar as fileiras do Generalíssimo Franco. No país vizinho passou pelos campos de batalha de Toledo, Madrid e Ebro entre outros.

Foi ferido por duas vezes. Terminada a guerra civil, foi enviado para o Norte de África onde não ficaria muito tempo. Segundo conta depois de ter sido "enganado" no Rossio, foi obrigado a integrar a Divisão Azul que Franco mandou constituir em 1941. Um sargento tê-lo-à designado como "voluntário".

Queixa-se da comida, do frio e da guerra ao longo do tempo em que percorreu a Estónia, a Letónia, a Lituânia e a Ucrânia. Terminou a sua viagem às portas de Leninegrado onde volta a ser ferido, agora numa perna. Mais tarde adoeceu com um problema nos olhos que vai dar-lhe um bilhete para casa.


 Graça também realça a organização germânica em todas as áreas enquanto os soldados russos que viu eram uns “coitaditos”. Já as mulheres de todos os países por onde passou merecem-lhe os maiores elogios…
Os 40 graus abaixo de zero fizeram os seus estragos e o problema dos olhos agravou-se, levando a que fosse dispensado.
Em Espanha e levanta alguns milhares de pesetas -cerca de 200 mil, assegura - que tinham sido depositados na sua conta como soldo.
Estoura ainda em Espanha a sua pequena fortuna “na batota, nas mulheres, no vinho”. Regressa a Portugal quase como partiu, pregando um susto dos grandes à mãe:

Eu tinha perdido, há algumas semanas, a chapa que os militares utilizam no pulso (…), e alguém a enviou para a Embaixada espanhola, aqui na rua do Salitre. A minha mãe foi lá saber de mim e disseram-lhe que eu já tinha morrido. Mostraram-lhe a chapa e tudo. Depois quando eu apareci à frente dela, coitada, deu-lhe um chilique. Caiu no chã. Andava de luto e tudo”.

Nos últimos anos da sua vida lutava pela obtenção de um pensão junto dos governos de Espanha e da Alemanha, aparentemente sem grande sucesso


Mais Provas...

 A revista "VISÃO HISTÓRIA", no seu nº 21, em que nos conta a odisseia de 33 Portugueses que, durante a 2ªGM foram combater integrados na Divisão Azul, na «cruzada contra o bolchevismo»
Ricardo Silva relembra estes portugueses caídos no anonimato, até pelo regime do Estado Novo.
  



CANTIL DE FABRICO ALEMÃO PERTENCENTE A UM PORTUGUÊS

Por: Blog Viriatos Militaria
Parece incrível, mas é...um cantil Português encontrado na Rússia, na região de Leningrado..
Vale a pena contar a história deste cantil...este cantil pertence ao nosso colaborador Zé Marques, também ele colecionador. Tendo o Zé, conhecido um Russo em Portugal, também ele apaixonado pelo colecionismo militar, um dia perguntou ao Zé, se tinham estado Portugueses na Rússia....é que alguns amigos dele  tinham encontrado um cantil que aparentemente parecia ter um nome Português...inclusivamente os próprios Russos até pensavam que seria Italiano, pois os Portugueses nunca teriam estado na frente Leste...


O Zé ao ouvir esta história, mandou vir o cantil, até que um dia o tal cantil chega-lhe às mãos,...como oferta...Era a "cereja no topo do bolo"...Um dos objectos mais raros da história militar Portuguesa, pois o nº de voluntários Lusitanos não terá excedido os 200 homens. Temos a certeza que será mais fácil ganhar o "Euro Milhões", do que encontrar outro cantil Português, nas estepes geladas da Rússia longínqua!....


Acrescento que ainda o nosso amigo Russo, disse que junto ao cantil tinha sido encontrada também uma placa de identificação, em forma de Cruz. Infelizmente esta placa de identificação nunca chegou a Portugal. Pelo nº que apresenta, 9660, poderá facilmente ser encontrado o nome do soldado a quem pertencia.
Caberá aos arquivos Espanhóis da Divisão Azul, em Ávila, fazer a pesquisa.

Fonte: http://viriatosmilitaria.blogspot.pt/2013/09/2gmportugueses-na-whermacht-frente-leste.html

 Para Sempre, jamais sereis esquecidos.

Por mim o mundo saberá quem fostes... 



Fonte: http://aterrememportugal.blogspot.pt
http://caldasns.blogspot.pt/
http://viriatosmilitaria.blogspot.pt/2013/09/2gmportugueses-na-whermacht-frente-leste.html

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A morte de Hitler V.2


A Morte de Hitler versão.2 

Submarino Nazi é encontrado no litoral de SC - Um submarino alemão usado na 2a Guerra Mundial foi encontrado no litoral de Santa Catarina, informou uma universidade que participou dos esforços para encontrar a embarcação, afundada há quase 68 anos por um avião da Marinha dos Estados Unidos.O submarino de prefixo U513 foi encontrado nas proximidades da praia de São Francisco do Sul, no litoral norte catarinense  num esforço conjunto do Instituto Kat Schurmann e da Fundação Universidade do Vale do Itajaí. "Foram dois anos de buscas a bordo do veleiro Aysso para encontrar o material, encalhado a 75 metros de profundidade", disse a universidade em comunicado.

Durante décadas acreditou-se que os restos mortais de Adolf Hitler teriam sido preservados, um pedaço de crânio com um furo provocado por disparo de pistola foi a prova dada pela actual Russia que o Fuher estava morto. A Universidade de Connecticut já havia levantado a possibilidade do osso pertencer a uma mulher, graças às suas características anatômicas. Porém, apenas recentemente os cientistas conseguiram provar a suposição recorrendo a um teste de DNA.

A primeira hipótese sobre a sua verdadeira origem foi atribuída à Eva Brown, mulher do Führer, mas nunca houve menção sobre ela ter sido baleada. A teoria foi rejeitada.
Karl Donitz

A morte de Hitler foi divulgada no dia 1º de maio de 1945. Karl Dönitz (1891-1980), grande almirante alemão, declarou via rádio que o líder havia caído em batalha contra os soviéticos. Anos mais tarde, Dönitz revelou que não estava presente ou chegou a ver o cadáver.



O alto oficial de Exército de STALIN, Marechal GREGORY ZHUKOV, cujas tropas foram as que ocuparam Berlim, afirmou plenamente depois de uma longa investigação em 1945: "Não encontramos nenhum corpo que possa ser de HITLER."
O chefe do Conselho Americano de Julgamento em NUREMBERG, THOMAS J. DODD, disse: "Ninguém pode dizer que ele morreu". 
O Cel. W.J. HEIMLICH, ex Chefe da Inteligência Americana, em Berlim, afirmou para a publicação que ele estava encarregado de determinar o que tinha acontecido a HITLER e depois de uma longa investigação seu relatório foi: " não há qualquer evidência que sustente a teoria do suicídio de HITLER." 
Traudl Junge
O juiz de NUREMBERG MICHAEL MUSSMANNO disse em seu livro "Ten Days to Die,"  MUSSMANNO afirmou que entrevistou o "garçon" pessoal de HITLER,camareiro, motorista, as suas duas secretárias, pilotos, principais generais, etc., e todos afirmaram perfeitamente que HITLER cometeu suicídio. Ele disse que eles não podiam simplesmente ter mentido esta história. A história deles inicialmente parece convincente, até quese entenda que eles possam ter memorizado isso de antemão propositadamente.Assim como vimos que muitos judeus foram pagos para se passarem por vitimas do holocausto, as secretárias de Hitler poderiam muito bem terem sido pagas também, uma delas Traudl Junge teve direito a participar em documentários e até lançou um livro "Até ao Fim : Um Relato Verídico da Secretária de Hitler" lançado em Portugal pela Dinalivro. A mesma sorte não teve Pedro Varela, escritor espanhol que após ter publicado um livro a questionar a autenticidade do holocausto foi preso.

O Livro de Basti
O livro “El Exilio de Hitler” (Ediciones Absalón, 493 páginas), do jornalista argentino Abel Basti, de 54 anos, sustenta que o líder nazista e sua mulher, Eva Braun, não se mataram. “Fugiram” para Barcelona, onde passaram alguns dias, e depois foram para a Argentina, onde Hitler "morreu", nos anos 60.
Basti afirma que os nazis, como Hitler, o chefe da Gestapo, Heinrich Müller, e Martin Bormann plantaram pistas falsas. Entrevistado pelo jornal “ABC”, de Espanha, sustenta que “existem três documentos” que comprovam que o nazista não se matou: “Do serviço secreto alemão, que dá conta de que chegou a Barcelona, procedente de um voo da Áustria; do FBI, que indica que ‘o exército dos Estados Unidos está gastar a maior parte de seus esforços para localizar Hitler na Espanha’; e um terceiro do serviço secreto inglês, que fala de um comboio de submarinos com líderes nazis e ouro a sair rumo a Argentina, fazendo uma escala nas Ilhas Canárias”.
O livro de Abel Basti

 Um documento secreto alemão aponta Hitler como passageiro de um avião que se dirigia da Áustria para a Espanha, em 26 de abril ou nas primeiras horas de 27 de abril de 1945. “Foi uma comunicação oficial secreta com cópias para o piloto Werner Baumbach, que imigrou para a Argentina e levou consigo uma cópia. Baumbach, junto a outros conhecidos pilotos nazistas, trabalhou no projeto aeronáutico de Perón.”

A versão oficial garante que Hitler e Eva Braun se mataram em 30 de abril de 1945. Basti contesta: “Nunca houve provas de sua morte. Não há perícias criminalísticas que demonstrem o suicídio. O Estado alemão deu Hitler como morto quase 11 anos depois, em 1956, por presunção de falecimento. Ou seja, legalmente, para a Alemanha, Hitler estava vivo depois de 1945." Enquanto Hitler se encontrava na Espanha, no bunker se representava uma grande farsa, cujo ator principal foi um dos duplos [sósias] de Hitler. Durante as últimas horas, o duplo foi drogado e preparado para que representasse o ato final”. Há livros que citam a possibilidade de um ou mais duplos de Hitler.
Basti assegura que “a fuga de Hitler estava prevista em um grande plano de evasão — de homens, capital e tecnologia — preparado pelos nazistas. Esse plano, em 1945, recebeu luz verde dos norte-americanos, como resultado de um pacto secreto militar. Os milhares de nazistas que puderam fugir para o Ocidente — dos quais cerca de 300 mil foram para os Estados Unidos tanto militares e cientistas. — foram ‘reciclados’ [recrutados] . Hitler se transformou num dinossauro vivo, protegido e refugiado”. “Hitler, que chegou a Argentina com 56 anos, viveu como um fugitivo. Com identidade falsa e tratando de passar o mais despercebido possível. Nos primeiros anos, viveu numa estância nas proximidades de Bariloche, depois em outras partes do país, já que trocou de residência em mais de uma oportunidade. Sempre acompanhado de seguranças, às vezes três. Sua atividade política se limitou a algumas reuniões com velhos camaradas e com alguns militares argentinos."



Para não ser reconhecido, Hitler cortou o cabelo, ficou quase careca e raspou o bigode. Teria ficado irreconhecível. “O corte do bigode deixou à mostra uma cicatriz, sobre o lábio superior, que não era conhecida por gente comum.”




Simon Dunstan e Gerrard Williams, respectivamente escritor e jornalista, lançam o livro Grey Wolf – The Scape of Adolf Hitler (Lobo cinza – a fuga de Adolf Hitler), afirmam que o homem que quase destruiu o mundo fugiu para a Argentina e morreu aos 73 anos na região da Patagônia.

Sobre a rendição do Terceiro Reich, Hitler e seu grupo de especialistas, composto da SS e outros, realizaram uma imediata retirada estratégica e os preparativos para a continuidade do Terceiro Reich e outra época e lugar. Isto acabou acontecendo na terra da RAINHA MAUD, na Antártica. Os veículos usados para a fuga eram os fantásticos submarinos onda os UFOs desmontados foram guardados, e que às vezes chamados de Haunebu n°1, 2 e 3. O terceiro estava em fase de projeto.

Os submarinos, com seu corpo de elite, passaram seis meses no mar, tendo como meta chegar à Argentina e à Antártica. As forças aliadas sabiam da fuga e partiram em sua busca para destruí-los, mas encontraram os submarinos somente uma vez. Neste momento os avião das forças aliadas foi destruído.

Daí por diante, os submarinos passavam um tempo considerável na superfície, habilmente disfarçados de navios. Contudo, temendo ser destruídos ou capturados, os submarinos tiveram de passar a maior parte do tempo submersos. Esta experiência limite só pode ser vista como uma odisséia marítima. Finalmente os submarinos chegaram na Argentina, onde foram recebidos com todas as honras. Foi quando Hitler e Eva desembarcaram e passaram o resto de suas vidas em Buenos Aires.
 Um agente da Inteligência, tendo trabalhado nove anos na CIA e feito parte dez anos do corpo de elite dos Boinas Verdes (Green Berets) ou Special Forces, disse que conhecera uma mulher Julie Monteerio que lhe jurou a pés juntos, que tinha morado na Argentina e que era filha de um ex-chefe do Serviço Secreto que cuidava de toda a segurança interna da Argentina. Disse-me que ela o seu pai, um dia, almoçavam num dos vários restaurantes ao ar livre e que ele, repentinamente, disse-lhe: "Julie, estás a ver  aquele homem ali, a ler o jornal?" Ela respondeu, "Sim, papa", e que ele disse que este homem era muito importante, que seu nome era Adolf Hitler e que a mulher sentada ao seu lado era sua esposa, Eva Braun.


Já em Córdoba se pedirem concelhos de como para ir para Mar Chiquita, uma lagoa de sal localizada no norte dessa província, é provável que ouça:
"Conheça o Hotel Viena, que Hitler e Eva Braun visitavam depois da Segunda Guerra".
São muitas as pessoas que dizem ter visto Hitler.


 
Casa de Hitler na Argentina, esta têm a mesma arquitectura tipica da casa de Hitler na Alemanha.










Poderá ver um documentário mais completo em: http://misteriosdomundo.com/conspiracao-adolf-hitler-nao-se-suicidou