segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Joane!




Deitada sobre os lençóis da cama Joana escutava o barulho que se fazia escutar no quarto ao lado. Era a voz de duas mulheres, uma mais velha e outra mais jovem.
As vozes confundiam-se com o som da rádio e o miar do prqueno gato que procurava alguem que lhe desse de comer.

Depois de dar um suspiro e fechar os olhos, arrastou os lençóis para trás e levantou-se da cama, dirigiu-se ao quarto ao lado.
As duas encontravam-se de pé, irritadas, mal tratavam-se uma a outra, discutiam sobre dinheiro, depois de algum tempo a sua presença foi notada.
“E tu minha égua ,estás sempre a dormir! Não tens trabalho, nao?Sabes que horas são?” – questiona a mais velha

Joana não responde, acendeu um cigarro, virou costas e dirigiu-se á casa de banho, e disse-lhe adeus!
Com o cigarro na mão, certificou-se se a água estava na temperatura ideal. Esmagou o cigarro no lavatório e mergulhou na banheira.
Os gritos continuavam e a Joana imaginou-se de férias numa ilha paradisíaca bem longe dali. Acendeu mais um cigarro enquanto os seus cabelos flutuavam na água e fechava os olhos!
Com o corpo molhado, deixou um trilho de pegadas até ao seu quarto.
Olhou para o armário e optou por Um vestido preto justo que lhe destacava as curvas do seu corpo esbelto! Calçou uns saltos altos em verniz e sublinhou os lábios com batom vermelho, seduzindo o próprio espelho. Retocou o longo cabelo e saiu de casa.
Os seus delicados pés tentavam adaptar-se ás pedras da calçada que teimavam em prendê-la ao chão. Agarrou na perna com força retirando o salto, levantou a cabeça esticou o vestido e seguiu em frente ignorando os olhares invejosos das mulheres e olhares delicados dos homens.
Faltava apenas percorrer mais uns metros para chegar ao destino. Uma rua escura e sombria. Porém muito movimentada, com bares abertos de ambos os lados, invadida por pessoas de todas as raças. Por entre os caixotes do lixo que cheiravam a peixe morto e o som de garrafas despedaçadas no chão pelos, Joana chegou ao seu destino.
Pegou no espelho que tinha guardado na pequena sua pequena mala, e retocou o batom enquanto cuspiu um "vai-te foder!" a um drogado que a observava.
Conversou apenas cerca de 5 minutos com uma amiga , até alguém a chamar carinhosamente pelo nome.
Um homem com cerca de 60 anos, cabelo curto e grisalho, forte e sorridente dentro de um BMW, chamava-a com a mão direita, repetindo insistentemente o nome dela.
Joana aproximou-se do carro e debruçou-se na janela empinando o rabo.
Joana – Olá então? tudo bom?
Ele – Entra Joana...
Entrou sem expreção no rosto e acendeu um cigarro sem pedir licença.
Ele - A merda desse vicio .Tens 25 anos miuda e os teus pulmões estão destruídos.
Joana - O que é que queres, afinal caralho? Não vês que estou a trabalhar? Se não queres nada deixa-me em paz e vai dar lições de moral a outra puta!
Ele - Sabes que me excitas quando falas assim?!
Acalmou o nervosismo dela, tocando-lhe na perna suavemente.
Joana - Humm... Vais-me dar alguma coisa hoje?
Ele – Claro que sim, tenho sempre coisas para ti fofa.
Com um sorriso malicioso estampado nos lábios, rodou a chave e arrancou, trancando as portas. Dirigiram-se para um pinhal despovoado. Quando estacionou o carro, desligou as luzes e a rádio, baixando de imediato as calças.
O pénis estava erecto manifestava o desejo que sentia naquele momento por Joana.
Ele - Estás á espera do quê pah?Eu sei que queres dinheiro e eu dou-te. Este mês vais até poder levar a tua filha ao jardim zoológico se me fizeres um broche bem feito.
Apagou o cigarro e mandou-o para o banco traseiro. Ela obedeceu sem protestar.
Subiu o vestido vermelho e colocou as mãos dele sobre o seu clítoris, enquanto o chupava com empenho. A sensação de nojo que normalmente sentia, desta vez tinha desaparecera. Ele masturbava-a, encaminhando os dedos molhados para dentro e fora da sua vagina em movimentos cada vez mais rápidos. Brincava dentro dela e ela gostava.
Apoderou-se dos seus longos cabelos e puxou-a para a sua boca. Por norma, ela nunca beijava e nunca lhe pediam beijos. Queriam sexo apenas. Os beijos guardava-os para a sua mulher e filhos, nunca para as putas. Mas desta vez ele desejava muito beijá-la.
Sentou-se em cima dele lentamente. Retirou o vestido vermelho, deixando os cabelos despenteados misturarem-se com as suas línguas, que se refugiavam na boca um do outro.
Ele percorria-lhe as costas franzinas com a palma da sua mão áspera.
Ele - Humm Joana...Isso...Abre bem para eu te foder.
Naquele instante, ela pensou nas vezes que já se tinha masturbado a pensar nele. Desejou tantas vezes poder estar a chupá-lo e a ser possuida pelo seu corpo. Queria que ele a arranhasse e a chamasse de puta. Desejava secretamente que ele lhe batesse por ser tão puta.
Suspiravam, intercalando os gemidos com beijos e carícias embriagadas. Beijava os pequenos seios dela, agarrando-os com a mão e trincando-lhe os mamilos. Deixava-os molhados com saliva e espalhava-a com a mão. Beijava-lhe o pescoço, puxando-a para mais um beijo, enquanto as ancas se moviam incansavelmente.
Joana implorou-lhe por um orgasmo. Queria sentir o sémen no seu corpo mais uma vez.
...
Depois

Parou o carro. Mesmo em frente á porta da casa dela.
Ele - Aqui tens.
Pegou nas notas e cheirou-as fechando os olhos.
Ele - Jantas comigo amanhã?
Joana - Porque não? claro que sim.

Deu-lhe um beijo na boca, passando-lhe os dedos nas cuecas molhadas uma última vez.
Ele - Amanhã quero provar outra vez essa cona quente e vou querer prová-la com a minha boca.
Joana piscou-lhe o olho e saiu do carro, sem lhe responder.
Quando entrou em casa, as duas mulheres ainda discutiam.
- Joana mas já estás em casa porquê égua? E depois como é que pagamos as contas?
Joana - Tem calma mãe .Tenho dinheiro suficiente para pagares as contas durante este mês, sem te preocupares.
- Ah, sim? Alguma vantagem em ser nova tinhas de ter!
Joana - Amanhã não janto em casa.
-Isso é contigo... Menos despesa dás.
Joana - Vou jantar com o pai. Encontrei-o à pouco e ele convidou-me.
E ele percebeu alguma coisa?
Joana - Achas? O pai nunca vai saber que sou uma putinha, descansa.
Ainda bem...!

Esboçou um sorriso perverso como resposta.
Caminhou até ao seu quarto e deitou-se na cama com as notas na mão. Passou levemente os dedos no clitóris molhado e lambeu-os.

Masturbou-se antes de ir dormir, pensando na noite que ia ter no dia seguinte, na cama do papá.

Mental Break

Rik

4 comentários:

  1. hipnótico o decair na espiral descendente de decadência e condição aqui expressos... apenas uma palavra para descrever: BRUTAL!

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  2. Êxito em ler a quantidade de palavras que formam tal texto, por fim decido-me a faze-lo, chegando ao fim com a minha mente possuída por aquilo que escreves... Nada me dá mais prazer que estes textos, Obrigado...

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  3. Du
    Obrigado por reconheceres o que escrevo, é sempre bom, receber elogios de um grande apreciador.

    Anónimo:
    Nice ;)

    micróbio
    DE facto deixei-me de escrever textos longos porque a perguiça era mais forte que os leitores e muitas vezes nem começavam a ler, resolvi postar este que ja o tinha feito á imenso tempo.
    Não agradeças meu caro, será sempre um prazer

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