segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Dias de revolta



Este texto contém linguagem que pode ferir a sensibilidade dos leitores mais sensíveis.

Um dia entediante estava-se apoderar de mim.
Entretanto perguntam-me no que me podem ser útil.
- Claro que me podes ser útil, sua inútil... Apetecer-me matar-te, agora!!
-Admirada responde ela:
- Estás-te a passar?
- Hó anda lá, deixa-te de merdas, prometo causar-te o máximo de dor que a minha imaginação permita, sim?  Sabes há muito tempo que me apetece esfolar alguém, ando deprimido. Depressão é uma merda moderna e eu estou a começar a ter isso. Na verdade pouca coisa me diverte. Não me interessa quem me rodeia, e se morrerem todos? Espectacular..(solta gargalhada)
Deixas não deixas? Hum…
eu bem sabia, que um dia me serias útil. Vá la não temas, prometo não te causar dor superior à que me causaste a mim e as outras pessoas

Lets fun?

Continu-o:
- De facto, hoje é um dia glorioso, só matar alguém me fará sorrir... Quero tanto roubar-te a vida, ouvir o teu último sopro de vida ao meu ouvido.
Quero que sintas o gelo da morte apoderar-se no teu coração. Só quero que sofras... muito. Não quero que morras com um único e mortal corte na garganta, não, isso não, isso é rápido de mais e não me dá tesão. Quero que morras de dor. Dor é bom!
Isto vai ficar claro, mesmo a teu lado, morres sozinha porque não te acompanho. Sozinha como sempre estiveste, ok? Desta não sabias pois não, esquece la os teus falsos amigos agora. Só me tens a mim e eu sou a pedra no teu sapato que sobreviveu para te afrontar...

Vah senta-te ai á minha frente, sem tremeres. Prometo que só farei o que mereces, e sabes como eu sou generoso, não sabes? Sempre fui, ate partilhei aquela puta contigo, ou achas que eu não sabia que tua andavas a comer ás escondidas?

.. Queres saber o que vou fazer? Eu explico-te. Começo por arrancar-te as unhas com um alicate, vá lá,  não grites agora!! , alias não tens autorização para gritar ok? finalmente acabo com o teu problema de unhas encravadas. Não podes gritar mas, podes agradecer-me pela honra de conhecer alguém tão generoso como eu.
Ah... eu adoro criaturas mentirosas e que me julgam burro, na verdade sou mais inteligente do que possam pensar. E tu agora sabes que sou...
Sabes eu não sou mau, as pessoas é que me irritam.  Tal como aquele teu gato que me irritou quando tinha-mos 5 anos... felizmente eu tinha a navalha do meu pai e o jantar era coelho. Ainda hoje lá em casa relembram esse manjar, nunca tive jeito para a cozinha, mas esse ficou uma delicia.
. Só tenho uma pequeno problema em controlar os meus ataques de raiva, mas sou uma pessoa simpática. Juro que sou.

Fazes o favor de dizer às pessoas como sou gentil? Não? Ok... então vou prender a tua mão direita, já sem unhas, naquela gaiola com ratazanas famintas. Sim pensei em tudo, foi dificil para as encontrar, e depois tive de as deixar á fome.  São tão queridas estas ratazanas, não eras tu que gostavas de ratinhos tipo hamester? Pois estas ratazanas são as mesmas que comeram o teu hamster querido.

Ho por favor não grites, quando estou deprimida doí-me a cabeça.
Cala a puta da boca ó puta desdentada. Por acaso é uma coisa que me irrita em ti, tens poucos dentes... assim não tem piada arrancar os que te restam. Como tal arranco-te a língua!

Tu sabes, eu adoro lâminas, lembras-te quando me cortava ? whatever, olha tens a vacina anti-tétano em dia? É que especialmente para ti, uso uma lâmina com ferrugem. Adoro o cheiro a ferrujem, é inebriante, o aroma do cobre oriundo do sangue seco com a ferrugem é algo que me excita.
Sorri para esta lâmina, seu filho da puta vadio, ela tem uma história bem mais nobre que a tua, monte de esterco. Portanto, venera-a. Esta é a tua derradeira oportunidade de mostrar respeito por algo.

O teu último fôlego será o meu regresso à vida. Não gosto de mentir a ninguém, acho demasiado patético aqueles cromos que dizem "Se fizeres o que quero, não morres". E morrem sempre. É muitíssimo mais interessante ser-se sincero e tu hoje vais-te foder.

Olha e dá cumprimentos meus ás tuas amigas todas que estão no inferno, espero que lá haja lojas com roupas de marca.
Sabes que mais? ficas deslumbrante sem língua. A tua cavidade bucal é agora uma gruta de onde brota a água da vida ou será sangue?. Quero que digas o meu nome em alto e bom som.
Anda lá sua puta eu cortei-te a língua não as orelhas! Diz o meu nome completo em alto e bom som, já! Não? Será que precisas de um incentivo? Bom, como sou boazinha preparei para ti um lanche á la francese. Sabes o que é? A tua língua embebida em conhaque... e flambeada. Se estiver muito quente diz. Ups... esqueci-me de apagar as chamas... Fecha a boca e não respires, sem oxigénio as chamas extinguem-se.

Hum... cheira-me a chamusco. Que giro faltam dois dedos da mão direita... agora diz-me: mesmo sem eles ainda os sentes? Sempre quis saber se a síndrome do membro fantasma existe realmente.
Não percebo porque te recusas a falar comigo, que infantil!

Vai para a banheira, está lá água bem quente. Pronto, vou ser sincera a ferver. Ao menos perdes essa palidez. Só penso no teu bem e tu sempre com maus modos para comigo? Os teus pais não te deram educação? Credo
Água a 95º, perfeito. Não queremos que se evapore, certo? Como sei que gostas destas mariquices trouxe-te um pequeno este delicado sal de banho. Vai lavar-te o corpo e a alma. Pelo menos na drogaria disseram-me que soda caustica derrete tudo, portanto deve derreter todos os teus males e pecados.
"The roof, the roof, the roof is on fire"... Cantava eu enquanto a polvilhava com aquele divinal sal. Lindo.
Voltas a gritar e juro que te faço uma maldade amor.

Eu aviso mas, as pessoas nunca acreditam em mim, com esta cara angelical, nunca vão acreditar que sou capaz de fazer tais coisas.
Ela voltou a gritar, então tive de tomar uma atitude. Apaguei o meu cigarro no olho esquerdo dela. E devo dizer que é um bom principio, visto a beata não ficar a deitar fumo. Voltou a gritar. Dirigi-me à fogueira que alumiava a minha boa alma e peguei num ferro em brasa. Furei-lhe o outro olho com esse pontiagudo ferro incandescente. Curioso, parecia que estava a estrelar um ovo. O som era idêntico.

Oiço alguém bater à porta do armazém.

Era o Rikardo, finalmente! Se é para matar o Rikardo está automaticamente na jogada. Tiramos aquela puta da banheira, atiramo-la para cima de uma cama da pregos e lâminas. Não sei se ainda sentia dor, obectivo era ela passar por todos os nossos brinquedos. Os olhos do Rikardo brilhavam de maldade, ele não hesitou, pegou no agrafador. Sem demoras agrafou-lhe os lábios. Lambeu-lhe os lábios, riu... e cuspi-lhe para a boca.
Eu batia palmas… lindo
Ela ainda respirava e finalmente parava de gritar aos poucos. Foi então que comecei por lhe arrancar os dedos dos pés com um alicate. Adoro a época medieval, sobretudo uma arma que usavam na altura a Besta. O rikardo agarrou-lhe nos lábios vaginais, oi o que restava deles, na entrada da sua vagina coloquei um pequeno saco de cabedal com 500 euros dentro. Disparei a Besta e os 500 euros penetraram-na profundamente. Olhei para o Rikardo, e em simultâneo soltamos uma violenta gargalhada.

"Welcome to the jungle" cantamos o mais alto que conseguimos.

O que sobrava daquela puta, despejamos num saco do lixo de 50L. Ambos o puxamos rua fora até três sem-abrigo que se aqueciam junto a uma fogueira. "Aqui está o vosso jantar! Quem procurar bem vai encontrar 500 euros dentro de um saquinho de cabedal. Feliz Natal!", disse-lhes sorrindo.

Continuamos a andar rua fora, e já sentíamos o cheiro a carne assada. Rikardo do alto da sua ironia disse: "Não é que só morta aquela puta se tornou útil? Hoje vão dormir de estômago cheio! ahahahahahaha".
Já não me sentia assim feliz desde que ví o filme, “o massacre do Texas”

Chegamos ao fim da rua, e chama-mos um taxi. Entramos no carro e eu disse: "Hoje vamos comer carne mal passada. Pagas tu Rikardo, faço questão!".

P.S.: quantas vezes teremos de repetir o ritual para sermos recebidas de braços abertos no inferno?

Fuck the people

EVA
Di
Mentak break

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Chose the life



Quero a vida simples
Sem luz, Sem cor, Sem voz
Quero o silêncio da madrugada a posar para mim.
Quero ouvir musica em vinil
Quero as historias á lareira
Quero os bons momentos em camera lenta
Como ainda ontem passavam
Quero injectar grandes doses de boa musica
Quero andar nú e sem vergonha
Quero risadas abertas
Quero chegar sem pressa do costume
Quero afogar-me em elogios
E depois quase noite, entre beijos e um café
Quero os segredos inconfessáveis
Quero os vossos abraços
Quero um lagrima por mais um dia que passou
Quero durmir
De manhã…
E na pele sentir tudo de novo
O frio, o medo e o beijo
Quero fingir que estou triste

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Hoje



- Garçon, uma dose de amnésia e duas de desapego por favor..
- Vai uma de amor também?!
- Não, não. Hoje não, fica para outro dia!

Eva

domingo, 7 de novembro de 2010

Defenições



Se eu a formulasse, a minha definição de obra de arte seria: «Uma obra de arte é um ângulo da criação vista através de um temperamento»

- Émile Zola

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Porque hoje é agora



Pela minha curta existencia, penso muito sinceramente que existe somente uma idade para a se ser feliz, apenas e somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer e traçar planos.
Ter energia bastante para realizá-los e ter a força e coragem para enfrentar
todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para nos poder-mos encantar com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda a intensidade, sem medo, nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que se pode criar, modificar e recriar a vida, á nossa própria imagem e semelhança, vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem o minimo de preconceito nem pudor.
Tempo de entusiasmo e coragem em que todo o desafio é mais um convite à luta
que se enfrenta com toda a disposição.È tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida das pessoas
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa. Aqui, hoje e agora…
Porque te amo mais que ontem e menos que amanhã.

Rik

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Ás vezes



gostava de ser outra pessoa, para me poder apaixonar por mim própria.

Eva Ramos

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Porque o céu pode esperar...



Esperei meia hora ,avaliando entretanto as condiçoes do apartamento, lixo, garrafas partidas, roupa suja, comida entornada, paginas de livros rasgadas, cinzeiros a transbordar, o caixote da cozinha virado, nem um único prato restava lavado.

E pensei;

O desespero é quando se vê a derrota para la de toda a esperança da vitoria.
Talvez sei la podia muito bem depois de ver isto obter uma hipotse de redenção, começar a frequantar um grupo de “desesperados anonimos” ou algo do genero, e tudo que teria de fazer era, viver o resto da minha vida com um sorriso parvo na cara, casar, ter filhos leva-los á escola, ganhar mais de quarenta mil euros anuais e so pensar em dinheiro, ter uma casa grande com varias divisoes, começar a levar a vida demasiado seria, deixar de sair á noite, começar a vestir fato e gravata a condizer, pedir para baixar o volume da musica, ser politicamente correcto e ate deixar a minha guitarra apanhar pó.
Tornarme num chato, deixar de durmir ao relento, ficar invejoso quando o vizinho tem um carro novo e eu não, deixar de me sentar nos colo das minhas amigas, esquecer-me de como se faz um avião de papel, fazer as minhas oraçoes nocturnas, ir á missa na pascoa e no Natal, ama falsamente as pessoas e as merdas co costume.
E quando finalmente me perguntarem se fui boa pessoa;

Responderei – Sim fui um anjo…. Sem asas

Penso seriamente que o inferno é um cinzeiro e eu (nos) sou apenas o cigarro que arde lentamente.

Mas tenho “fé” que consiga entrar no céu pelas traseiras, pensam que não concigo subornar ninguém lá em cima?

Rik

sábado, 9 de outubro de 2010

Solidão das noites


Ao fim do dia, houve uma troca de palavras oleosas.
Entrou no meu quarto durante a madrugada. Eu sabia que ele sabia que eu estava acordada, assim, não me incomodei a fingir que estava a dormir. A lua estava alta, uma petala de honestidade solitaria, lançando uma pequena luz que se fazia entrar pela janela.
O porto adormecido, a colina, a varanda, a terracota, a colcha com franjas de seda, os meus braços nús. Os seus olhos eram estilhaçados e fundos. Teria sido agradavel para mim que que a cama tivesse emitido algum som tolo quando ele se sentou nela, (algum boing ou toing), mas o colchão era solido e silêncioso.
Suspirei, as vezes a melhor coisa a fazer é suspirar, expulsa o ar do pulmoes e alivia a dor do coração, o luar jazia sobre a minha cara como um véu frio.


E adormeci assim... ouvindo o piano celestial caindo pelas escadas do céu.
No silencio que se seguiu - a respiraçao compassada do sono

Rik in Solitude

domingo, 3 de outubro de 2010

Há noites assim



Causas-me insónias.

As vezes conto numeros para adormecer, não adormeço mas descubro numeros incriveis.

Yah Right

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Outono



O Outono
È durante o Outono que paro para respirar.
Olhei para a minha bebida, o gelo já quase derretera. Um pardal surgiu vindo de lado nenhum e pousou na varanda. Colocou a sua cabeça de lado, examinou-me por breves momentos e depois afastou-se assobiando.
E lembrei-me de quando era criança e ia para a escola.
Ontem a noite nadei no mar, reproduções sonoras delirantes fizeram-se cair como bombas atomicas na minha cabeça, deixando-me momentaneamente em desiquilibrio. Nadei e esbracejei de costas como uma cria de uma foca. A água era uma extenção lisa, escura e salgada e o céu um diagrama de mitos. Fiquei deprimido como um raio, (já para não dizer frio como um raio) - cinco segundos de felicidade morna quando quando esvaziei a bexiga. Ali sozinho, olhava para trás, para a cadeia de luzes da avenida marginal.
Cheguei a casa, não acendi as luzes. A obsquridade quente e a chuva continua a confortarme. Tal como a luz do sol e a musica do Eddie Vedder me deixa a flutuar para os sonhos.

Acendi um cigarro, e abri a janela.

Haaaa é Outono e eu não poderia de deixar de lhe dar as boas vindas.
Só porque sim, ele merece!

Eva

domingo, 19 de setembro de 2010

Há dias assim


Algures pelo caminho perdi-me, no labirinto dos dias rotineiros, na sucessão dos dias e dos anos. Algures entre a azáfama de chegar a todo o lado, não fui a parte nenhuma e quando pensava que já mil milhas tinham sido percorridas, olhei para o chão e vi que nem um passo tinha sido dado. Algures no caminho comecei a sentir saudades. Senti que era a falta de mim mesmo.

Asfixiei a Insónia com a almofada, e nem assim ela morreu.

Rikardo

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Smile :)


Bergson escreveu: “O riso é algo que irrompe num estrondo e vai retumbando como o trovão na montanha, num eco que, no entanto, não chega ao infinito”.

O sorriso é o que primeiro acontece quando um rapaz e uma rapariga se olham e se enamoram. Não sabem explicar por que se enamoram, mas é-lhes impossível deixar de sorrir um para o outro, o sorriso é a prova de quem não se precisa de palavras para dizer o que sente. Se o namoro dos dois continuar vem a fase em que, juntos, acham graça a tudo, sem prestarem atenção a nada do que os rodeia. Então, por vezes o seu sorriso muda-se, em riso estrondoso, mas cristalino manifestando toda a força da sua juventude. Se o namoro conduz ao casamento estável, então saber sorrir é fundamental para vencer o desgaste da rotina do dia a dia e para evitar o afastamento de dois seres.
Para mim o sorriso não é o mesmo que o riso. Separa-os um fosso tão grande como aquilo que separa as lágrimas silenciosa de alguem que teve um desgosto na vida, dos gritos histéricos e lancinantes de quem não sabe dominar-se.
Enquanto o riso é uma especie de extroversão, o sorriso por outro lado desvenda delicadamente o interior de quem sorri.
O poder do sorriso é tão grande, e saber sorrir é algo de muito importante. No momento em que sorrimos para alguém, descobrimo-lo como pessoa, e a resposta do seu sorriso quer dizer que nós também somos pessoa para ele.
O sorriso traduz, geralmente, um estado de alma; é um convite a entrar na intimidade de alguém, a participar do que lhe vai no íntimo do seu ser. O seu sorriso pode também esconder o interior do ser humano, quando sorrimos quando tudo esta mal, escondemos o nosso estado de espirito.
É pois muito importante saber sorrir. Um sorriso pode dissipar uma angústia, se for simpático, ou aumentá-la se for sarcástico; pode estimular um trabalho, pode criar uma amizade, se for sincero e transparente, ou um afastamento se for hipócrita; pode humilhar de modo irreversível se não for autêntico e espontâneo.
Sorrir, porém, pode ser uma tarefa difícil. A dor e o cansaço tornam, por vezes, o sorrir muito árduo. Se há fortaleza interior então há sorriso, mas dorido. Perguntei hoje a um doente em grande sofrimento: “Como te sentes?”. A resposta foi desconcertante: com um sorriso-dorido respondeu: “dói-me tudo”.
Mas será que podemos chamar sorriso ao que vemos no rosto dos que assinam os “tratados de paz e cooperação”? Não, o que vemos não passa de um esgar.
E termino com uma frase que vinha num calendário de bolso que me deram: “Não critique, ajude; não grite, converse; não acuse, ampare e… não se irrite, sorria”.

:)


Ja sorriste hoje?

Rikardo

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Segue o que sentes


Sempre o mesmo, mas que raio será o amor?!
Para evocar o amor já se erigiram monumentos, se escreveram poemas, se pintaram quadros e se compuseram músicas.
E no fim, será o amor sermos fracos? será ter medo que haja um fim?!?! Será que inibria e consegue envolver-nos num turbilhão de emoções que nem sempre deixa intacta a nossa capacidade de raciocínio?!?!
Por outro lado, uma relação sobrevive se o outro é comparado com o exterior e nessa comparação volta a ser o escolhido.
de que é que precisas?



P.S: Esta coisa do amor é fudidamente grande, que chega a ultrapassar a cambada do ozono.
Pois é...

Rikardo

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Devo-te a vida II


Atenção: Este texto só deve ser lido por pessoas que não tem mais nada para fazer e não se importam de vir a ter caimbras cerebrais tal como a Patricia do blog "de saltos altos".

Uma coisa que aprendi ao longo do tempo foi que na tropa nunca está bom tempo, ou está muito frio ou demasiado calor, eu tive a "sorte" de entrar em Novembro o que apanhei aquele inverno todo. Tive de me chatear comigo proprio para tomar uma atitude e alistar-me com 18 anos acabadinhos de fazer, mas com aspecto de um puto de 15.
A primeira fase da instrução é talvez a mais dura, pois o objectivo é fazer com que o individuo esqueça completamente a vida civil, sem televisão, computador e saidas á noite, todos os vicios civís serão eliminados com metodos psicologicos e fisicos, uma autentica lavagem ao cerboro.
Depois de receber uma farda, botas somos automaticamente deles, fome, frio, humilhações, cansaço e com sorte se te portares mal, ainda se tem direito a um forte soco no estomago o que nos faz arriar para baixo e depois de estar no chão é ao pontapé.
Depois no fim tive-mos uma semana no campo que pareceu um mês, onde perdi seis quilos, a semana de campo é uma das provas finais por assim dizer, onde temos de aplicar tudo que aprende-mos durante a instrução, esta ultima tem incluido na ementa: treino de sobrivivência, TIC (tecnica individual de combate), prisioneiros de guerra, marchas nocturnas e diarias, infiltração, topografia e tiro.
Nesta semana o individuo é levado ao limite, tanto fisico como psicologico, e nós andava-mos sempre na red line.
Quem já passou por situações parecidas, sabe que se chega a um ponto em que se dorme em segundos (a privação de sono durante 1 semana tem os seus efeitos ) e se chega a dormir em andamento, como me aconteceu a mim e a muitos outros em algumas marchas…Bem…mas isto dava outra história….
Ao segundo dia de campo, ja estava-mos a rebentar pelas costuras, foi então que tive-mos que prencher um pafleto com uma serie de questões, só me lembro de uma em especial que dizia o seguinte: Vai participar numa prova onde pode perder a vida, se perder a vida aceita doar os seus órgão ?
Mas que é esta merda? - perguntei-me eu - isto na cabeça de um recruta exausto e constantemente no limite físico e psicológico, cai como uma bomba.
Eu lembro-me que não liguei muito na altura, porque estava demasiado cansado para sequer pensar, disse que sim como todos os outros e assinei um papel que nem me lembro de ler.
Dpois disto, o capitão deu o seu discurso e pediu a todos que dessem o maximo em todas as provas que se avizinhavam, fomos colocados em pequenos grupos, e embarca-mos noite cerrada, pela mata fora dentro de UNIMOG's , os olhos foram-nos vendados para não termos noção do trajecto, caso quisessemos desistir e voltar para tras, ou ate mesmo desertar. Depois eramos largados dois a dois, em diferentes pontos da mata.
Ia eu e outro camarada, calados e atentos, quando vimos três sargentos a gritar como se estivessem acorrentados todos juntos a uma arvore, com as maos atras das costas, quando nos aproxima-mos, quando nos aproxima-mos eles tirarm as maos de tras das costas e reparamos que tinham calçadas umas luvas de boxe, foi então ai que começou a chover murro por todo lado, depois disso foi-nos ordenado que calçace-mos as luvas de boxe e lutasse-mos um com o outro.
Quando se passam por dificuldades, provações entre camaradas, cria-se um espírito de corpo, de camaradagem e em que fazemos tudo uns pelos outro,é algo que não se vive na vida civil e nem em todas as instituições militares, nada como passar uns maus bocados para unir um grupo de desconhecidos e os instrutores sabem disto, pelo que na continuidade da parte psicológica do curso, somos obrigados confrontar um camarada que nos ajudou, apoiou e que passou pelas mesmas coisas que nós, e com ou sem um nó na garganta, temos que superar essa barreira e agredi-lo até ele cair ou ele sangrar, mas como nós ja sabia-mos da existencia dessa prova, ja tinhamos combinado que durante o combate eu trincaria o labio ate fazer sangue para que a mesma prova terminasse.
Depois disso as lembro-me ainda de levar com um baldes cheios de porcarias, e ter que transpor um arame farpado enqunto se ouviam rebentamentos, durante o percurso havia sempre graduados que de vez enquanto distribuiam porrada ao pessoal, quanto a nós era andar e calar e ... chorar.

Já ca para o fim dessa prova, vejo uma fogueira acesa, eu e o meu camarada tenta-mos passar por ela despercebida porque sabia-mos que eram graduados, mas eles deram conta de nós e disseram-nos:
- Camarada, o vosso comandante de pelotão mandou vir aqui.
Nós muito desconfiadosdirigimo-nos a eles, com o sobrolho levantado.
- è verdade camarada, a prova terminou, sentem-se e aqueçam-se um bocado, querem sandes de manteiga com fiabre ou paio?
Eu disse que não queria e ele insistiu muito…perguntou se queria de paio, presunto ou queijo…lá tive que responder e disse paio…”Ai queres uma sandes de paio ??? Então toma lá !!!” Saca do braço direito detrás das costas e acerta-me com um directo nos queixos que me fez rebolar até à àgua, felizmente nunca larguei a arma, mas outros não o fizeram e esses aí, levaram a ementa completa.Ainda me perguntou se queria outra sandes mas eu já estava a dar corda aos sapatos.
O pior da semana de campo foi a chuva, andava-mos sempre encharcados, e por vezes não sei se era eu que chorava ou se era a chuva que o fazia por mim.
Houve uma vez que tive de mijar nas mãos para poder mecher os dedos.
O pior de tudo era a noite, de dia era complicado mas á noite a ausencia da luz era deprimente.
Durante a semana de campo, nao existem relogios, telemoveis, chocolate ou tabaco e para quem nao sabe o tabaco na tropa vale ouro, e uma semana sem tabaco levava o pessoal ao limite, tinha-mos de improvisar cigarros, folhas de eucalipto.
Depois da semana de campo, somos enviados para determinados quarteis ao longo do pais, o pessoal com melhor nota (sim na tropa tem que se estudar), vai para os quarteis mais perto de casa, os restantes sao colocados para o mais longe possivel.
Depois de se ingressar no novo regimento os instrutores ja conhecem os choramingas, dedicados, inteligentes, burros e os fortes. Fui prachado e não tem nada a ver com prache universitaria, é talvez trêz vezes pior mas isto varia de quartel para quartel.
Depois disto as coisas tendem a ser mais facilitadas.


Recém chegado ao novo regimento acabadinho de sair da recruta, seguiram-se os procedimentos habituais; apresentação ao capitão e ao sargento ajudante do esquadrão operacional, este mesmo esquadrão orgulhava-se de dispor dos melhores homens, prontos para qualquer missão em qualquer parte do globo.
O ambiente que reinava neste quartel operacional era muito diferente do que eu tinha levado na recruta, tinha de certa forma uma aspecto pisitivo que ao contrario do que se passava na recruta já não se levava porrada e podia-se sair á noite e correr os melhores bares da cidade onde gastava a maior parte do meu dinheiro, mas tudo isto mantendo sempre o estatuto que o codigo moral e social de um soldado assim exigem.
Logo ao entrar na minha nova caserna que iria partilhar com mais seis camaradas, constantei as diferenças, havia computadores portateis por todo lado, musica e ate televisão, portas dos armarios abertas revelavam fotos de mulheres nuas estampadas como posters.
Dois soldados estavam deitados, um deles completamente nú, um outro permanecia de pé igualmente nú, com uns chinelos de plastico calçados e uns auscultadores nos ouvidos e dançava em movimentos desordenados que nada tinha a ver com a musica, quando se deparou comigo não se sentiu de modo algum incomodado e continuou a dançar.
Foi então que entrou o cabo que era quem mandava na caserna, vinha de tomar banho, completamente nú, assobiar e com um olhar alegre, até ao momento em que me viu.
- Quem és tu abelhinha?
Rapidamente me coloquei em sentido e fiz a minha apresentação tal como me foi ensinada, depois de ele ouvir aquela coisa, toda olhou para o gajo que estava deitado nú e desatou a rir o que me deixou um pouco embaraçado.
- Olhou para mim uma vez mais com uma expressão que me deixava um pouco assustado, apontando para o pénis dele, disse:
- Abelhinha achas este tamanho normal?
Fiquei sem saber o que responder, deduzi logo que o principal objectivo daquele homem era intimidar os acabados de chegar.
- Acho que é normal - disse eu, engolindo um sorvo de saliva.
Desatou a rir e continuou o seu caminho, mais tarde vim a descobrir que ate era um gajo porreiro, e que ao contrario de outros cabos era mesmo um bacano tirando o facto de estar sempre a cravar cigarros.
De facto todos os meus colegas de quarto inclusive o cabo era tipos descontraidos e lunaticos, mas simpaticos de certa forma.



Ser Militar é uma dose de qualidade de vida e um dote pessoal. É um modo diferente de estar nesta vida. É um Homem sentir-se preparado física e
mentalmente, para a defesa da sua Pátria, se necessário, até às últimas
consequências. Militar não é quem quer... é quem pode e quem luta por isso... até à última gota de suor... até ao último sopro de força . É gente com Vontade e Valor.
Uma das únicas desvantagens é o facto de depois de passares um bom tempo no exercito num quartel operacional, existem idividos que ficam inaptos para a vida civil ! Nao sou eu que o digo, sao as gerações de soldados que, uma vez regressados à vida civil se vêm confrontados com todo o tipo de problemas. Se casarem e constituirem familia, existem geralmente problemas em casa... A taxa de suicidios é tao elevada entre os ex-soldados que combateram nas colonias que realmente chegou a altura de se colocarem questoes sobre este assunto...
E muitos desses ex-combatentes são sem abrigo, e outros dedicaram-se ao crime organizado

È triste mas é a realidade.

Mas agora vou para a faculdade, afinal ainda estou a tempo.
Mas uma coisa é certa;
“A tropa esquece o soldado, mas o soldado nunca esquece a tropa”

Rik

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Elas



Tenho uma amiga que está um pouco confusa sobre o novo papel da mulher no jogo da sedução. Nos dias que correm é suposto que seja a caçadora ou mantém o seu papel supostamente ingénuo de presa?