terça-feira, 19 de outubro de 2010

Ás vezes



gostava de ser outra pessoa, para me poder apaixonar por mim própria.

Eva Ramos

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Porque o céu pode esperar...



Esperei meia hora ,avaliando entretanto as condiçoes do apartamento, lixo, garrafas partidas, roupa suja, comida entornada, paginas de livros rasgadas, cinzeiros a transbordar, o caixote da cozinha virado, nem um único prato restava lavado.

E pensei;

O desespero é quando se vê a derrota para la de toda a esperança da vitoria.
Talvez sei la podia muito bem depois de ver isto obter uma hipotse de redenção, começar a frequantar um grupo de “desesperados anonimos” ou algo do genero, e tudo que teria de fazer era, viver o resto da minha vida com um sorriso parvo na cara, casar, ter filhos leva-los á escola, ganhar mais de quarenta mil euros anuais e so pensar em dinheiro, ter uma casa grande com varias divisoes, começar a levar a vida demasiado seria, deixar de sair á noite, começar a vestir fato e gravata a condizer, pedir para baixar o volume da musica, ser politicamente correcto e ate deixar a minha guitarra apanhar pó.
Tornarme num chato, deixar de durmir ao relento, ficar invejoso quando o vizinho tem um carro novo e eu não, deixar de me sentar nos colo das minhas amigas, esquecer-me de como se faz um avião de papel, fazer as minhas oraçoes nocturnas, ir á missa na pascoa e no Natal, ama falsamente as pessoas e as merdas co costume.
E quando finalmente me perguntarem se fui boa pessoa;

Responderei – Sim fui um anjo…. Sem asas

Penso seriamente que o inferno é um cinzeiro e eu (nos) sou apenas o cigarro que arde lentamente.

Mas tenho “fé” que consiga entrar no céu pelas traseiras, pensam que não concigo subornar ninguém lá em cima?

Rik

sábado, 9 de outubro de 2010

Solidão das noites


Ao fim do dia, houve uma troca de palavras oleosas.
Entrou no meu quarto durante a madrugada. Eu sabia que ele sabia que eu estava acordada, assim, não me incomodei a fingir que estava a dormir. A lua estava alta, uma petala de honestidade solitaria, lançando uma pequena luz que se fazia entrar pela janela.
O porto adormecido, a colina, a varanda, a terracota, a colcha com franjas de seda, os meus braços nús. Os seus olhos eram estilhaçados e fundos. Teria sido agradavel para mim que que a cama tivesse emitido algum som tolo quando ele se sentou nela, (algum boing ou toing), mas o colchão era solido e silêncioso.
Suspirei, as vezes a melhor coisa a fazer é suspirar, expulsa o ar do pulmoes e alivia a dor do coração, o luar jazia sobre a minha cara como um véu frio.


E adormeci assim... ouvindo o piano celestial caindo pelas escadas do céu.
No silencio que se seguiu - a respiraçao compassada do sono

Rik in Solitude

domingo, 3 de outubro de 2010

Há noites assim



Causas-me insónias.

As vezes conto numeros para adormecer, não adormeço mas descubro numeros incriveis.

Yah Right

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Outono



O Outono
È durante o Outono que paro para respirar.
Olhei para a minha bebida, o gelo já quase derretera. Um pardal surgiu vindo de lado nenhum e pousou na varanda. Colocou a sua cabeça de lado, examinou-me por breves momentos e depois afastou-se assobiando.
E lembrei-me de quando era criança e ia para a escola.
Ontem a noite nadei no mar, reproduções sonoras delirantes fizeram-se cair como bombas atomicas na minha cabeça, deixando-me momentaneamente em desiquilibrio. Nadei e esbracejei de costas como uma cria de uma foca. A água era uma extenção lisa, escura e salgada e o céu um diagrama de mitos. Fiquei deprimido como um raio, (já para não dizer frio como um raio) - cinco segundos de felicidade morna quando quando esvaziei a bexiga. Ali sozinho, olhava para trás, para a cadeia de luzes da avenida marginal.
Cheguei a casa, não acendi as luzes. A obsquridade quente e a chuva continua a confortarme. Tal como a luz do sol e a musica do Eddie Vedder me deixa a flutuar para os sonhos.

Acendi um cigarro, e abri a janela.

Haaaa é Outono e eu não poderia de deixar de lhe dar as boas vindas.
Só porque sim, ele merece!

Eva

domingo, 19 de setembro de 2010

Há dias assim


Algures pelo caminho perdi-me, no labirinto dos dias rotineiros, na sucessão dos dias e dos anos. Algures entre a azáfama de chegar a todo o lado, não fui a parte nenhuma e quando pensava que já mil milhas tinham sido percorridas, olhei para o chão e vi que nem um passo tinha sido dado. Algures no caminho comecei a sentir saudades. Senti que era a falta de mim mesmo.

Asfixiei a Insónia com a almofada, e nem assim ela morreu.

Rikardo

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Smile :)


Bergson escreveu: “O riso é algo que irrompe num estrondo e vai retumbando como o trovão na montanha, num eco que, no entanto, não chega ao infinito”.

O sorriso é o que primeiro acontece quando um rapaz e uma rapariga se olham e se enamoram. Não sabem explicar por que se enamoram, mas é-lhes impossível deixar de sorrir um para o outro, o sorriso é a prova de quem não se precisa de palavras para dizer o que sente. Se o namoro dos dois continuar vem a fase em que, juntos, acham graça a tudo, sem prestarem atenção a nada do que os rodeia. Então, por vezes o seu sorriso muda-se, em riso estrondoso, mas cristalino manifestando toda a força da sua juventude. Se o namoro conduz ao casamento estável, então saber sorrir é fundamental para vencer o desgaste da rotina do dia a dia e para evitar o afastamento de dois seres.
Para mim o sorriso não é o mesmo que o riso. Separa-os um fosso tão grande como aquilo que separa as lágrimas silenciosa de alguem que teve um desgosto na vida, dos gritos histéricos e lancinantes de quem não sabe dominar-se.
Enquanto o riso é uma especie de extroversão, o sorriso por outro lado desvenda delicadamente o interior de quem sorri.
O poder do sorriso é tão grande, e saber sorrir é algo de muito importante. No momento em que sorrimos para alguém, descobrimo-lo como pessoa, e a resposta do seu sorriso quer dizer que nós também somos pessoa para ele.
O sorriso traduz, geralmente, um estado de alma; é um convite a entrar na intimidade de alguém, a participar do que lhe vai no íntimo do seu ser. O seu sorriso pode também esconder o interior do ser humano, quando sorrimos quando tudo esta mal, escondemos o nosso estado de espirito.
É pois muito importante saber sorrir. Um sorriso pode dissipar uma angústia, se for simpático, ou aumentá-la se for sarcástico; pode estimular um trabalho, pode criar uma amizade, se for sincero e transparente, ou um afastamento se for hipócrita; pode humilhar de modo irreversível se não for autêntico e espontâneo.
Sorrir, porém, pode ser uma tarefa difícil. A dor e o cansaço tornam, por vezes, o sorrir muito árduo. Se há fortaleza interior então há sorriso, mas dorido. Perguntei hoje a um doente em grande sofrimento: “Como te sentes?”. A resposta foi desconcertante: com um sorriso-dorido respondeu: “dói-me tudo”.
Mas será que podemos chamar sorriso ao que vemos no rosto dos que assinam os “tratados de paz e cooperação”? Não, o que vemos não passa de um esgar.
E termino com uma frase que vinha num calendário de bolso que me deram: “Não critique, ajude; não grite, converse; não acuse, ampare e… não se irrite, sorria”.

:)


Ja sorriste hoje?

Rikardo

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Segue o que sentes


Sempre o mesmo, mas que raio será o amor?!
Para evocar o amor já se erigiram monumentos, se escreveram poemas, se pintaram quadros e se compuseram músicas.
E no fim, será o amor sermos fracos? será ter medo que haja um fim?!?! Será que inibria e consegue envolver-nos num turbilhão de emoções que nem sempre deixa intacta a nossa capacidade de raciocínio?!?!
Por outro lado, uma relação sobrevive se o outro é comparado com o exterior e nessa comparação volta a ser o escolhido.
de que é que precisas?



P.S: Esta coisa do amor é fudidamente grande, que chega a ultrapassar a cambada do ozono.
Pois é...

Rikardo

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Devo-te a vida II


Atenção: Este texto só deve ser lido por pessoas que não tem mais nada para fazer e não se importam de vir a ter caimbras cerebrais tal como a Patricia do blog "de saltos altos".

Uma coisa que aprendi ao longo do tempo foi que na tropa nunca está bom tempo, ou está muito frio ou demasiado calor, eu tive a "sorte" de entrar em Novembro o que apanhei aquele inverno todo. Tive de me chatear comigo proprio para tomar uma atitude e alistar-me com 18 anos acabadinhos de fazer, mas com aspecto de um puto de 15.
A primeira fase da instrução é talvez a mais dura, pois o objectivo é fazer com que o individuo esqueça completamente a vida civil, sem televisão, computador e saidas á noite, todos os vicios civís serão eliminados com metodos psicologicos e fisicos, uma autentica lavagem ao cerboro.
Depois de receber uma farda, botas somos automaticamente deles, fome, frio, humilhações, cansaço e com sorte se te portares mal, ainda se tem direito a um forte soco no estomago o que nos faz arriar para baixo e depois de estar no chão é ao pontapé.
Depois no fim tive-mos uma semana no campo que pareceu um mês, onde perdi seis quilos, a semana de campo é uma das provas finais por assim dizer, onde temos de aplicar tudo que aprende-mos durante a instrução, esta ultima tem incluido na ementa: treino de sobrivivência, TIC (tecnica individual de combate), prisioneiros de guerra, marchas nocturnas e diarias, infiltração, topografia e tiro.
Nesta semana o individuo é levado ao limite, tanto fisico como psicologico, e nós andava-mos sempre na red line.
Quem já passou por situações parecidas, sabe que se chega a um ponto em que se dorme em segundos (a privação de sono durante 1 semana tem os seus efeitos ) e se chega a dormir em andamento, como me aconteceu a mim e a muitos outros em algumas marchas…Bem…mas isto dava outra história….
Ao segundo dia de campo, ja estava-mos a rebentar pelas costuras, foi então que tive-mos que prencher um pafleto com uma serie de questões, só me lembro de uma em especial que dizia o seguinte: Vai participar numa prova onde pode perder a vida, se perder a vida aceita doar os seus órgão ?
Mas que é esta merda? - perguntei-me eu - isto na cabeça de um recruta exausto e constantemente no limite físico e psicológico, cai como uma bomba.
Eu lembro-me que não liguei muito na altura, porque estava demasiado cansado para sequer pensar, disse que sim como todos os outros e assinei um papel que nem me lembro de ler.
Dpois disto, o capitão deu o seu discurso e pediu a todos que dessem o maximo em todas as provas que se avizinhavam, fomos colocados em pequenos grupos, e embarca-mos noite cerrada, pela mata fora dentro de UNIMOG's , os olhos foram-nos vendados para não termos noção do trajecto, caso quisessemos desistir e voltar para tras, ou ate mesmo desertar. Depois eramos largados dois a dois, em diferentes pontos da mata.
Ia eu e outro camarada, calados e atentos, quando vimos três sargentos a gritar como se estivessem acorrentados todos juntos a uma arvore, com as maos atras das costas, quando nos aproxima-mos, quando nos aproxima-mos eles tirarm as maos de tras das costas e reparamos que tinham calçadas umas luvas de boxe, foi então ai que começou a chover murro por todo lado, depois disso foi-nos ordenado que calçace-mos as luvas de boxe e lutasse-mos um com o outro.
Quando se passam por dificuldades, provações entre camaradas, cria-se um espírito de corpo, de camaradagem e em que fazemos tudo uns pelos outro,é algo que não se vive na vida civil e nem em todas as instituições militares, nada como passar uns maus bocados para unir um grupo de desconhecidos e os instrutores sabem disto, pelo que na continuidade da parte psicológica do curso, somos obrigados confrontar um camarada que nos ajudou, apoiou e que passou pelas mesmas coisas que nós, e com ou sem um nó na garganta, temos que superar essa barreira e agredi-lo até ele cair ou ele sangrar, mas como nós ja sabia-mos da existencia dessa prova, ja tinhamos combinado que durante o combate eu trincaria o labio ate fazer sangue para que a mesma prova terminasse.
Depois disso as lembro-me ainda de levar com um baldes cheios de porcarias, e ter que transpor um arame farpado enqunto se ouviam rebentamentos, durante o percurso havia sempre graduados que de vez enquanto distribuiam porrada ao pessoal, quanto a nós era andar e calar e ... chorar.

Já ca para o fim dessa prova, vejo uma fogueira acesa, eu e o meu camarada tenta-mos passar por ela despercebida porque sabia-mos que eram graduados, mas eles deram conta de nós e disseram-nos:
- Camarada, o vosso comandante de pelotão mandou vir aqui.
Nós muito desconfiadosdirigimo-nos a eles, com o sobrolho levantado.
- è verdade camarada, a prova terminou, sentem-se e aqueçam-se um bocado, querem sandes de manteiga com fiabre ou paio?
Eu disse que não queria e ele insistiu muito…perguntou se queria de paio, presunto ou queijo…lá tive que responder e disse paio…”Ai queres uma sandes de paio ??? Então toma lá !!!” Saca do braço direito detrás das costas e acerta-me com um directo nos queixos que me fez rebolar até à àgua, felizmente nunca larguei a arma, mas outros não o fizeram e esses aí, levaram a ementa completa.Ainda me perguntou se queria outra sandes mas eu já estava a dar corda aos sapatos.
O pior da semana de campo foi a chuva, andava-mos sempre encharcados, e por vezes não sei se era eu que chorava ou se era a chuva que o fazia por mim.
Houve uma vez que tive de mijar nas mãos para poder mecher os dedos.
O pior de tudo era a noite, de dia era complicado mas á noite a ausencia da luz era deprimente.
Durante a semana de campo, nao existem relogios, telemoveis, chocolate ou tabaco e para quem nao sabe o tabaco na tropa vale ouro, e uma semana sem tabaco levava o pessoal ao limite, tinha-mos de improvisar cigarros, folhas de eucalipto.
Depois da semana de campo, somos enviados para determinados quarteis ao longo do pais, o pessoal com melhor nota (sim na tropa tem que se estudar), vai para os quarteis mais perto de casa, os restantes sao colocados para o mais longe possivel.
Depois de se ingressar no novo regimento os instrutores ja conhecem os choramingas, dedicados, inteligentes, burros e os fortes. Fui prachado e não tem nada a ver com prache universitaria, é talvez trêz vezes pior mas isto varia de quartel para quartel.
Depois disto as coisas tendem a ser mais facilitadas.


Recém chegado ao novo regimento acabadinho de sair da recruta, seguiram-se os procedimentos habituais; apresentação ao capitão e ao sargento ajudante do esquadrão operacional, este mesmo esquadrão orgulhava-se de dispor dos melhores homens, prontos para qualquer missão em qualquer parte do globo.
O ambiente que reinava neste quartel operacional era muito diferente do que eu tinha levado na recruta, tinha de certa forma uma aspecto pisitivo que ao contrario do que se passava na recruta já não se levava porrada e podia-se sair á noite e correr os melhores bares da cidade onde gastava a maior parte do meu dinheiro, mas tudo isto mantendo sempre o estatuto que o codigo moral e social de um soldado assim exigem.
Logo ao entrar na minha nova caserna que iria partilhar com mais seis camaradas, constantei as diferenças, havia computadores portateis por todo lado, musica e ate televisão, portas dos armarios abertas revelavam fotos de mulheres nuas estampadas como posters.
Dois soldados estavam deitados, um deles completamente nú, um outro permanecia de pé igualmente nú, com uns chinelos de plastico calçados e uns auscultadores nos ouvidos e dançava em movimentos desordenados que nada tinha a ver com a musica, quando se deparou comigo não se sentiu de modo algum incomodado e continuou a dançar.
Foi então que entrou o cabo que era quem mandava na caserna, vinha de tomar banho, completamente nú, assobiar e com um olhar alegre, até ao momento em que me viu.
- Quem és tu abelhinha?
Rapidamente me coloquei em sentido e fiz a minha apresentação tal como me foi ensinada, depois de ele ouvir aquela coisa, toda olhou para o gajo que estava deitado nú e desatou a rir o que me deixou um pouco embaraçado.
- Olhou para mim uma vez mais com uma expressão que me deixava um pouco assustado, apontando para o pénis dele, disse:
- Abelhinha achas este tamanho normal?
Fiquei sem saber o que responder, deduzi logo que o principal objectivo daquele homem era intimidar os acabados de chegar.
- Acho que é normal - disse eu, engolindo um sorvo de saliva.
Desatou a rir e continuou o seu caminho, mais tarde vim a descobrir que ate era um gajo porreiro, e que ao contrario de outros cabos era mesmo um bacano tirando o facto de estar sempre a cravar cigarros.
De facto todos os meus colegas de quarto inclusive o cabo era tipos descontraidos e lunaticos, mas simpaticos de certa forma.



Ser Militar é uma dose de qualidade de vida e um dote pessoal. É um modo diferente de estar nesta vida. É um Homem sentir-se preparado física e
mentalmente, para a defesa da sua Pátria, se necessário, até às últimas
consequências. Militar não é quem quer... é quem pode e quem luta por isso... até à última gota de suor... até ao último sopro de força . É gente com Vontade e Valor.
Uma das únicas desvantagens é o facto de depois de passares um bom tempo no exercito num quartel operacional, existem idividos que ficam inaptos para a vida civil ! Nao sou eu que o digo, sao as gerações de soldados que, uma vez regressados à vida civil se vêm confrontados com todo o tipo de problemas. Se casarem e constituirem familia, existem geralmente problemas em casa... A taxa de suicidios é tao elevada entre os ex-soldados que combateram nas colonias que realmente chegou a altura de se colocarem questoes sobre este assunto...
E muitos desses ex-combatentes são sem abrigo, e outros dedicaram-se ao crime organizado

È triste mas é a realidade.

Mas agora vou para a faculdade, afinal ainda estou a tempo.
Mas uma coisa é certa;
“A tropa esquece o soldado, mas o soldado nunca esquece a tropa”

Rik

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Elas



Tenho uma amiga que está um pouco confusa sobre o novo papel da mulher no jogo da sedução. Nos dias que correm é suposto que seja a caçadora ou mantém o seu papel supostamente ingénuo de presa?

domingo, 29 de agosto de 2010

O Hi5


Ora bem o Hi5, quem sabe o que é o hi5 coloque o braço no ar.
Epah desculpem lá, mas o desodorizante ja foi inventado.
Passando á frente o Hi5 é um rede social, e tal um site para convivio social é quase uma religião das camadas mais jovens, por outras palavras é o melhor sitio para fazer amigos que nunca vamos ver... na vida.
O conceito é até relativamente simples: cria-se uma página de perfil, na qual pomos informações acerca de nós (idade, sexo, estado civil, altura, peso, gostos, etc. sejam elas verdadeiras ou não), colocamos umas quantas fotos nossas e estamos prontos para fazer “amigos”! A partir desse momento, os milhões de membros desta comunidade poderão ver os nossos formosos focinhos e se nos acharem piada adicionam-nos como “amigos”.

1- Profile
Aqui é a nossa própria página, onde poderemos ser quem quisermos! E vejam só – podemos inventar tudo sobre nós, espetacular não? até o nome ou o sexo (o que é, sem dúvida, uma boa opção no caso do nosso nome ser Antonieto Jusefino Raimirando)! Assim sendo, a tua mais recente “amiga” chamada: “Rakel_Loukinha_69” de Setúbal pode na verdade ser um “Paneleiro_Que_Te_Vai_Perseguir_E_Dilacerar_O_Anus_com o seu pénis de 30 centimetros” que mora a dois quarteirões de ti, e a tua “SexyGirl_18aninhos” pode até ser muito gira mas pesar mais 150 Kg do que pensavas. Espetacular!

Arrepio-me ao observar os nicknames que andam por aí no mundo das pitas e dos grunhos/mitras, e o Camões deve estar a dar voltas na campa dele. Temos a “AkEwA MuNiNaH Ki Ti AdoWa MuItuHhHhh” (não, o meu Caps Lock não avariou, isto é mesmo assim), o “Puto do Guetto – Props ao gang du bairruh!”, o “Emo_trixtinhuh_tenham_pena_de_mim”, a “PunkLady_Allstars”, e o mítico “Tesudo_19cm_mostra_vergalho_na_webcam”.
É também de extrema importância que no nosso profile inclua um pequeno texto sobre nós, no qual nos descrevemos como pessoas porreiras; e é ao ler estas “descrições”, escritas pelos utilizadores do Hi5, que nos apercebemos de como o mundo em que vivemos é belo – todas as pessoas de lá são “simpáticas, divertidas, brincalhonas, interessantes, amigas, felizes, solidárias”! O maior defeito que podemos encontrar numa descrição de um profile é; “sou um pouco teimoso” ou “ás vezes um bocadinho preguiçoso”. Nada de pessoas cínicas, hipócritas, sanguinárias, cruéis, violentas, ignorantes, mal encaradas, rezingonas, merdosas ou qualquer outro adjectivo que faça parecer que somos más pessoas, não, nao senhor.
Depois de colocarmos os nossos dados pessoais e a nossa descrição, deveremos colocar uma foto. A foto deverá mostrar os nossos maiores atributos (seja um par de mamas tamanho D, ou uns peitorais à ginásio, um grande traseiro, etc.). É também importante acrescentar “textos” (do mais ridículo que possa haver) às nossas fotografias tais como: “Eu Lolololol”, “Simplesmente Eu", lololol no comments XDXDXD” ou “Eu no WC a cagar aquilo tudo :D:D:D”). Depois disso, rezem para que o vosso focinho e corpo sejam engraçados o suficiente para que consigam fazer “amIGhInHux KeRIDOxxx"

2 - Utilizadores do Hi5
Em primeiro lugar com 35% de percentagem estão as pitas, os seus Hi5 exageradamente coloridos, cheios de paneleirices brilhantes, músicas e vídeoclips “da moda”, fotos delas cheias de poses dignas de uma revista Gina e comentários hipócritas das suas “amigas” tais como : “eX mt KidAh e FofInhAh dU tiPoh Di AmiGax Ki adOruhhh TeR lolololol XD XD XD DepOiX PaXa nUh MEU ProFile = ))) ExA BlUsAh fiCa tih meXmU Bemm!!!!! BeiJinHux FofUx, PoRta Ti MaL”. Basicamente querem apenas parecer umas "KIdaXx" ao comentar desta forma, mas na verdade estão cheias de inveja umas das outras. As pitas, regra geral, põem fotos que as favoreçam e façam parecer mais velhas para atrair “gajos bons” (traduzo novamente: gajos com aparência de D’ZRT, carro, popularidade, e Q.I. igual ao do pneu do carro).

Em segundo lugar e com 30% temos as aberrações do sexo masculino.Ora estes fazem o identico às pitas. Colocam fotos nas quais exibem os seus atributos mais importantes; (uma foto tirada pelo próprio aos seus peitorais, em frente ao espelho com o texto “Ai, tiraram me esta foto quando estava distraído, LOLOLOL!! Hihihihi! ;) ”) com o motivo de conseguirem arranjar “amigas” e, consequentemente, uma garota para levarem para a cama. Os grunhos tendem a ter o seu profile cheio de erros ortográficos dignos de um rapazola de cinco anos que entrou na primeira classe sem metade do cérebro (“cítio du custume”, “sinplesmente eu”, “eu num carro de vonbeiros”). Os Mitras/Basofes/Gunas tendem com ainda mais intensidade a por fotos suas em roupas “à hip-hop”, com uma qualquer arma numa mão e com um qualquer espasmo na outra mão que lhe coloca os dedos em posições que desafiam as leis da anatomia.
O meu comentario? È SÒ RAMBOS...

Temos de seguida os pedofilos e as putas com 13% dos utilzadores, estes mesmos sãoo que fazem comentarios do tipo: “Mostro o meu pau na webcam, adiciona-me.”, “Ai és muito fofa… Quero te comer LOLOLOL!” ou “Ai que fofinha que estás nessa foto, apesar de teres só catorze anos! Adiciona-me para nos conhecermos melhor! =)” (o que, na verdade, quer dizer: “És podre de boa, talvez eu te possa dar-te uma às escondidas já que não arranjo onde os despejar.”).

Seguem-se por ultimos com 2% os gajos e gajas normais, excepeto o facto de terem aderido ao hi5, sim esses mais tarde ou mais cedo descobrem que aquilo é uma grande merda e apagam o hi5.

3 - Funcionamento
Agora que já têm um belo de um profile e um mui rico grupo de “amigos” e ate ja estão com um sorriso merdoso na cara, começa a rotina – aceitar amigo, rejeitar amigo; pedir para ser amigo; ler comentários; postar mais uma foto; visitar profiles de amigos e comentá-los; deixar um comentário “fofo” àquela gaja boa que vos aceitou no outro dia na esperança que ela vos coma; etc.; etc

4 - Conclusão
O Mundo está cada vez mais mudado, cada vez mais estranho. Os estereótipos, as etiquetas, são cada vez mais comuns e seguidas, as novas religiões podem ser seguidas nas TV’s ou nos PC’s. Os média são Deus, a Internet, as revistas, jornais e televisão são os seus sacerdotes.
Neste jogo de popularidade está espelhado um mundo quase ideal e é esse o motivo do seu sucesso. Torna-se sem dúvida muito mais fácil ser-se quem se quer ser mas não se consegue, usar máscaras, adquirir e seguir modelos e fazer um “amigo” ou uma “amiga” sem termos que ter uma conversa com ela, bastando para tal carregar num qualquer botão que diga “aceitar”. Torna-se quase possível resolver todas as necessidades sociais do indivíduo.
O vício, o prazer dos jovens de hoje é o seguir etiquetas, ser-se social para se ser popular, o centro das atenções, um ícone aos olhos dos outros à semelhança dos seus ídolos. Parece que o prazer e o modo como o podemos obter está cada vez mais simples, bastando para tal uma dúzia de clicks e… “Reach out and touch friendship.”


“Os homens compram tudo pronto nas lojas... Mas como não há lojas de amigos, os homens não têm amigos.”

Um dia, talvez um dia isto mude! é

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Wonderful World II



Nas calçadas abençoadas da Vida tenho a sorte de me cruzar com gente com sentido de humor, bem formada, agradável, culta e tudo o que podemos auspiciar conhecer, mas também me deparo com gente demasiado fútil, vazia e deslumbrada e com tão pouco tanto intelectual como material...
Todos temos momentos no decorrer da nossa existência em que algo de alguma forma nos cega, mas quando isso é uma constante torna-se um vazio enorme.
Existem personagens que apenas vivem na sua própria realidade distorcida, esquecendo-se completamente que existe uma outra realidade à qual ninguém pode fugir por muito tempo, correndo o risco de sérios danos colaterais.
Acho agradável um pouco de futilidade ou vaidade, acho que todos temos esses momentos, desde que em doses certas, faz parte, experienciar a vida, agora (sobre)viver num mar de futilidade sem nunca dele sair enrolado em ondas constantes de disparate, acreditando piamente que é normal? não só é uma chatice para quem está em seu redor, como um suicidio intelectual para a própria pessoa que se torna uma vítima de si mesma. Pois não vive a vida, sobrevive sem se conhecer, põe máscaras e não aproveita tudo o que a vida pode dar...
Aborrecem-me pessoas que estão sempre com jogos e mentiras, de gente que ainda não acabou uma fantochada e já esta a pensar na próxima.
Não aprecio que atirem areia para os olhos dos outros passando-lhes um atestado de estupidez.
Não simpatizo com gente que se acha superior a algo ou a alguém!
Não tolero pessoas de duas caras, com o discurso do agrada a todos.
Não tolero pessoas que se acham mais do que na realidade o são, pois todos somos diferentes e é nessa diferença que evoluimos!

Sim, sou intolerante a tudo o que não interessa na minha Vida!

A vida é curta demais para me ocupar com o disparate dos outros, quero conhecer-me, experenciar tudo o que puder, VIVER sendo eu mesmo!

Rik

“Vivo a minha vida em círculos cada vez maiores
que se estendem sobre as coisas. Talvez não possa acabar o último, mas quero tentar.”

Rainer Rilke

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Imaginarium



Gostava de me chamar Sherek e tu fosses uma ogre e pudéssemos viver em Far Far Away

Imaginarium
Rik

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Inconscientemente



- Cansei-me.
- De quê?
- Do que era.
- Temes a exaustão do que serás?
- Nunca
- Então porquê?
- Quando traço mal o meu caminho, oriento-me sem rumo.
- Então, que fazes?
- Recolho-me, afasto-me e volto a casa.
- E...?
- Usando um renovado mapa mental, recomeço a caminhar.
- Demasiado ermo...
- Podes contar contigo próprio, sempre. É essa a norma, se recorreres á excepeção podes contar com os outros.
- Quem são os outros?
- Por vezes o piso é falso, nao sabemos quando tempo perduram nem porque permanecem.
- Eles desorganizam-te?
- Podes colorir a tua vida, mas se juntas muitas cores, tens uma vida em branco, o prisma ensina-nos isso...
- E isso é mau?
- È um risco
- Devo evitalo?
- Deves absorvê-lo
- Pensei que era bom ter todas todas as cores, porque não posso ter todas as cores?
- È fundamental que muita sapiência para a homonogeneidade do policromático distinguir a heterogenidade do monocromatico.
Recorda-te disto, sempre.
- Ganho alguma coisa com isso?
- Sê feliz por saberes que nao perdes nada em fazer o que te digo.
- Quero e vou arriscar.
- Faça-se a tua vontade
- Não me vais impedir?
- Não... Só mais uma coisa
- Devo apontar?
- Sim, com o teu traço mnésico. Serás bestial e poderás vir a ser besta. Quando te sentires que falhaste, repensa, renasce, lembra-te tu és o arquitecto, engenheiro e empreiteiro de ti mesmo.
- Quem és?
- Inconscientemente TU

Rik

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Cigar


Quem és? - perguntou ela depois de acender um cigarro
Sou a a mortalha que te envolve, o filtro que te segura e o isqueiro que te acende

Rikardo