
Ao fim do dia, houve uma troca de palavras oleosas.
Entrou no meu quarto durante a madrugada. Eu sabia que ele sabia que eu estava acordada, assim, não me incomodei a fingir que estava a dormir. A lua estava alta, uma petala de honestidade solitaria, lançando uma pequena luz que se fazia entrar pela janela.
O porto adormecido, a colina, a varanda, a terracota, a colcha com franjas de seda, os meus braços nús. Os seus olhos eram estilhaçados e fundos. Teria sido agradavel para mim que que a cama tivesse emitido algum som tolo quando ele se sentou nela, (algum boing ou toing), mas o colchão era solido e silêncioso.
Suspirei, as vezes a melhor coisa a fazer é suspirar, expulsa o ar do pulmoes e alivia a dor do coração, o luar jazia sobre a minha cara como um véu frio.
E adormeci assim... ouvindo o piano celestial caindo pelas escadas do céu.
No silencio que se seguiu - a respiraçao compassada do sono
Rik in Solitude