
Quando amamos alguém, há um padrão na forma como nos junta-mos a essa pessoa, pode-mos ate nem nos aperceber, mas os nossos corpos estão coreografados, um toque na anca, uma festa nos cabelos, um beijo rápido, um intervalo e outro mais longo, a mão dele a deslizar por deaixo da camisola, é uma rotina, mas não no centido aborrecido da palavra. É apenas a maneira que aprendemos para nos adaptarmos, é por isso que quando estamos há muito tempo com a mesma pessoas os nossos dentes deixam de chocar quando nos beijamos, não batemos com os narizes nem com os cotovelos.
Quando eles começavam a beijar-se ele inclinava-se para ela como se não visse mais nada no mundo, hipnotismo? Talvez, passado um bocado ela também estava assim, depois beijava-a tão devagar que não sentia a pressão da boca, ate ser ela a encostar-se a ele para pedir mais, ia descendo ao longo do corpo dela, da boca para a missão de busca e salvamento, abaixo da cintura das suas calças de ganga, ao todo demorava 10 minutos ate tirar um preservativo da carteira.
Eva Ramos