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domingo, 20 de junho de 2010

Morte aos Exames



Querida matemática já tens maturidade suficiente para resolveres os teus problemas sozinha.

Nunca esta frase fez tanto sentido.
Eu e os numeros nunca tivemos um relação propriamente facilitada, zangamo-nos a algum tempo atrás e ainda anda-mos a tenar fazer as pazes.
Eu escolhi não ir para a faculdade, porquê? Quem percisa de numeros e letras tendo uma arma na mão?
A culpa disto tudo é dos sonhos, de ambicioso que sou, um gajo á noite deita-se a pensar que vai ser arquitecto ou medico ou juiz e no outro dia acorda todo mijado e afinal nada daquilo que planeamos aconteceu,estou farto de planos.De planos,de pessoas que me fodem a cabeça dia e noite com conversas desonestas sobre elas mesmas.Fazem-me perguntas quando ja sabem as respostas!Estou farto de dar conselhos e que mos peçam,quando nem eu consigo dar bons conselhos a mim mesmo!
Em nome de todas as minhas reminiscências, de todos os meus sonhos que
mentiram, de sodas as minhas esperanças que desbotaram, uma ultima saúde!

Bom dia Rikardo!
Bom dia so se for para ti seu animal.

Hoje acordei para falhar o dia, ou será que nasci para falhar na vida?

Amén

Rikardo

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Vácuo da vida


A meio da noite ele observava-a, nua estendida como se apanhada a meio de uma crucificação, sobriamente ele esforçava-se para não reparar nos pormenores desagradáveis, ombros gordos, unhas sujas, cabelo quebradiço, tatuagens desvanecidas, borbulhas, estupidez, cobiça, arrogância.
O tempo tinha passado por ela á muito tempo, só não o queria admitir, as suas noites de gloria já tinham passado á algum tempo, mas ela continuava a imaginar-se com 25 anos.
Ele tornara-se um empresário de sucesso, mas tinha uma existência vazia, nada lhe faltava no que toca aos bens materiais.
Ela era prostituta e ele sabia-o, mas não falavam a respeito disso, não queriam falar simplesmente porque já tudo tinha sido dito á muito tempo atrás.
Ele sustentava-a e não lhe faltava dinheiro… nem sexo, viviam uma relação amor, ódio porém nunca tiveram força ou coragem suficiente para se divorciarem.
Passavam dias sem se falar, mas tinham vontade de se ver, as vezes o silencio falava por eles.
Eles tinham fome de algo que não havia no super mercado, tinham fome de viver, de se libertar, gritarem ate lhe faltar a voz, mijarem para o rio e tomarem banho nele, correrem descalços com os braços no ar, rir ate não aguentar mais, precisavam de ouvir algo, precisavam de um “amo-te” para a ignição da vida!
Rikardo Ramos